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Os líderes do MST entregaram ao presidente 19 reivindicações, entre elas o assentamento de 1 milhão de famílias até 2006 - Marcello Casal Jr/ABr
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Política

MST quer 1 milhão de famílias assentadas; governo recua

Bonde, com informações da Agência Brasil
02 jul 2003 às 16:35
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O líder do governo na Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que participou da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse que o governo prefere não se comprometer com o cumprimento da meta de assentamento sugerida pelo movimento.

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O MST apresentou ao presidente uma pauta com 19 reivindicações, entre elas, o assentamento de 120 mil famílias neste ano e de 1 milhão de famílias até 2006. "O governo prefere não se comprometer com metas, mas com o objetivo, que é o da promoção da reforma agrária. Segundo Rebelo, as invasões e saques promovidos, recentemente, pelo MST não foram mencionados durante a reunião.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comprometeu-se, durante o encontro, a ter como prioridade de governo, no segundo semestre deste ano, a promoção de uma reforma agrária "massiva" em todo o país.


Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, o presidente considerou o encontro com o MST muito positivo e acredita que, com diálogo, será possível promover a reforma agrária de forma pacífica.


"Estamos trabalhando na política de assentamentos no segundo semestre, vamos priorizar as famílias que estão há mais tempo nos acampamentos, sempre construindo uma reforma agrária com qualidade e com capacidade de produção", disse o ministro.

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Rosseto adiantou que, em 30 dias, o governo vai ter disponível um estoque de terras públicas que poderão ser disponibilizadas para a reforma agrária. Embora a meta do MST seja assentar 120 mil famílias no país em 2003, o ministro garantiu que o estoque de terras do governo vai permitir assentar neste ano 60 mil famílias. A determinação do governo é acelerar a desapropriação de terras públicas e, dentro do processo de desburocratização, quer reduzir para no máximo um ano a liberação das terras públicas para a reforma agrária.


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