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Medicamento sem eficácia

Na CPI da Covid, Ernesto Araújo afirma que Bolsonaro atuou na importação de cloroquina

Folhapress
18 mai 2021 às 14:21

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Carolina Antunes/PR
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Em depoimento à CPI da Covid-19, o ex-chanceler Ernesto Araújo afirmou que o pedido para que o Itamaraty procurasse viabilizar a importação da hidroxicloroquina partiu do Ministério da Saúde. No entanto, reconheceu que houve participação do presidente Jair Bolsonaro.


Ernesto era questionado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) sobre a mobilização dos postos diplomáticos para obter a importação da hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia comprovada para o tratamento da Covid-19. O caso foi revelado pela Folha de S.Paulo.

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O ex-chanceler então explicou que o estoque brasileiro estava baixo e que o medicamento é também importante para o tratamento de outras doenças. Ernesto foi então questionado de onde partiu o pedido para a importação.


"No caso, o Ministério da Saúde foi quem nos pediu que procurasse viabilizar essa importação".


Renan então perguntou se Ernesto havia discutido com outras autoridades a situação.


"Não. Eu não me recordo não. Enfim, houve, claro, houve. Não foi exatamente um pedido para implementar esse pedido do Ministério da Saúde, mas o Presidente da República ele, em determinado momento, pediu que o Itamaraty viabilizasse um telefonema dele com o Primeiro Ministro [da Índia]", disse o ex-chanceler.


Renan então perguntou diretamente se houve participação do presidente da República.


"Sim", respondeu Ernesto.

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"O presidente, vamos dizer...", complementava o ex-chanceler, quando foi interrompido pelo relator.


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