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Temer diz esperar aprovar reforma em 'fevereiro, março'

Agência Estado
30 jan 2018 às 07:04

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O presidente Michel Temer (MDB) disse, em entrevista ao apresentador Ratinho, no SBT, que espera aprovar a reforma da Previdência "em fevereiro, março". Na sequência das participações em programas populares para angariar apoio às mudanças no sistema de aposentadorias do País, foi a primeira vez que o presidente citou o mês de março dentro do prazo para votar a emenda da Previdência na Câmara. Mesmo assim, ele reforçou que o ideal é aprovar a proposta no mês que vem.

"Não podemos passar do mês de fevereiro. Temos que aprová-la em fevereiro, março", afirmou o presidente. A participação foi gravada no último dia 18 e exibida na noite desta segunda-feira, 29. "Nós estamos contando votos, evidentemente, mas os votos estão crescendo e nós vamos aprová-la, se Deus quiser, em fevereiro", ressaltou.

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Temer disse que a demora em aprovar a reforma prejudica a economia do País. "Aprovando a reforma, nós vamos melhorar a economia." O presidente afirmou que a aprovação do texto deve, ainda, mexer na nota de crédito do Brasil, recentemente rebaixada pela agência S&P Global. "Se aprovar a reforma, muda completamente", citou.


Apoio. Assim como falou ao apresentador Silvio Santos, em entrevista exibida na noite de domingo, 28, Temer afirmou que o apoio popular à reforma da Previdência precisa aumentar para que o governo atinja os votos 308 necessários para a votação proposta na Câmara.


O presidente chegou a pedir para que os espectadores mandassem cartas aos parlamentares. "Mandem carta para deputado, senador, mostrando que é fundamental até para aposentadoria deles próprios, de quem mandar a carta", disse Temer, destacando que o parlamentar vai "ressoar" e "ecoar" a vontade popular. "Se o povo estiver de acordo, ele (o parlamentar) se sente confortável para votar."


Respondendo a perguntas gravadas por pessoas na rua, Temer negou que quem já esteja aposentado ou próximo de se aposentar vai ficar sem o benefício. Também ressaltou que os privilégios vão acabar e o sistema ficará equilibrado entre os setores público e privado, com a efetivação das mudanças. "Nenhum privilégio. Vai ter igualdade", declarou o presidente.


Ações. Sobre os grandes devedores da Previdência, Temer garantiu que a Advocacia-Geral da União está movendo ações contra todos eles. Ele rebateu a crítica de que a simples cobrança das dívidas resolve o déficit do sistema. "Se não fizer (a reforma) agora, daqui dois, três anos, no máximo, vamos ter que fazer uma reforma radical que vai prejudicar os aposentados", sustentou.

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Candidato. Questionado se será candidato à reeleição no pleito de outubro, Temer não respondeu nem rejeitou a ideia. "Isso é no momento oportuno. Eu penso em passar para a história como alguém que conseguiu recuperar o País", disse o emedebista, depois de brincar que iria lançar o apresentador Ratinho como candidato.


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