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Simepar confirma tornado de categoria F2 em temporal que devastou Maringá

04 nov 2026 às 05:32

O Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) confirmou que o temporal devastador que atingiu Maringá na madrugada de segunda-feira (2) foi provocado por um tornado de categoria F2. O anúncio oficial foi feito durante coletiva de imprensa realizada pela Prefeitura de Maringá no início da noite de terça-feira (3). De acordo com os meteorologistas, a estimativa do fenômeno aponta para ventos contínuos entre 180 km/h e 253 km/h, além de um rastro de destruição de aproximadamente 15 quilômetros de extensão.


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A passagem do vendaval extremo provocou uma série de estragos generalizados, afetando cerca de 40% de todo o território municipal. Árvores centenárias foram arrancadas pela raiz, imóveis tiveram telhados completamente destruídos e a infraestrutura urbana foi duramente atingida. A violência das rajadas causou prejuízos em prédios públicos estratégicos, incluindo o quartel do Corpo de Bombeiros, que teve parte de sua cobertura arrancada pela força do vento.


Diante da gravidade do cenário, a Prefeitura de Maringá decretou estado de calamidade pública para acelerar a captação de recursos e a assistência às vítimas. Uma força-tarefa que reúne mais de mil profissionais e voluntários — incluindo equipes da Defesa Civil, Bombeiros, Copel e Sanepar — atua de maneira ininterrupta no desimpedimento de vias e na reconstrução. O município também abriu um canal para cadastramento de voluntários e máquinas para auxiliar na remoção de entulhos.


A classificação na Escala Fujita foi estabelecida a partir da análise criteriosa do padrão de destruição em solo. Os especialistas do Simepar utilizaram imagens de radar, dados de satélite e sobrevoos com drones para mapear a trajetória e mensurar os danos. Enquanto as estações meteorológicas fixas registraram rajadas pontuais de 96,8 km/h (Inmet) e 81 km/h (Simepar), a gravidade das estruturas contorcidas confirmou que o núcleo do tornado atingiu a categoria F2.


Para garantir a transparência das ações, o poder público ressaltou que não há pedidos de doação em dinheiro sendo feitos por meios oficiais. Famílias que perderam a habitabilidade de suas casas estão sendo acolhidas com lonas e suporte assistencial prévio. O governo estadual e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional acompanham as operações para prestar suporte financeiro e logístico emergencial.


Destruição e alerta meteorológico para os próximos dias


O impacto imediato na rede de serviços públicos deixou mais de 86 mil domicílios sem energia elétrica logo após o temporal. A força do vento quebrou mais de 174 postes de alta e baixa tensão e rompeu dezenas de quilômetros de fiação. A Copel mobilizou cerca de 900 eletricistas e técnicos de diversas regiões do estado para refazer a rede, estimando a normalização gradual dos serviços essenciais.


Os prejuízos materiais estenderam-se ao setor de abastecimento de água e ao trânsito urbano. A paralisação momentânea dos sistemas por falta de eletricidade afetou a distribuição de água tratada pela Sanepar, que precisou acionar geradores. A remoção de mais de 800 árvores e galhos caídos exigiu bloqueios operacionais nas principais avenidas da cidade, alterando rotas do transporte coletivo.


Além da reconstrução, a atenção das autoridades se volta para a previsão do tempo nos próximos dias. O Simepar e os órgãos de monitoramento meteorológico emitiram alertas para o risco de novas tempestades severas na faixa Oeste e Noroeste do Paraná. A passagem de uma frente fria associada a um ciclone extratropal no Sul do país mantém a atmosfera altamente instável.


O prognóstico indica possibilidade de pancadas de chuva fortes, descargas elétricas e rajadas de vento de até 70 km/h. A Defesa Civil orienta a população a manter atenção dobrada, evitar se abrigar sob árvores ou estruturas fragilizadas e comunicar emergências imediatamente aos canais oficiais.


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