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TIPOS PSICOLÓGICOS NA EDUCAÇÃO

16 mar 2015 às 11:07
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APLICAÇÕES DOS TIPOS PSICOLÓGICOS NA EDUCAÇÃO

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• A identificação fornece elementos para o planejamento educacional dos grupos.
• Atende às várias formas de se conhecer o mundo.
• Maior aproveitamento pelos diferentes tipos psicológicos.
• Localizar dificuldades individuais de aprendizagem.
• Identificação da melhor maneira de apresentar os conteúdos escolares.
• Criar programas de ensino-aprendizagem adequados.
• Orientação vocacional e profissional.

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Há 16 possíveis descrições tipológicas e cada uma oferece uma gama de possibilidades e capacidades específicas que poderão orientar uma maior ou menor adaptabilidade a determinadas carreiras e profissões.



ALGUMAS OBSERVAÇÕES CLÍNICAS

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De acordo com minha pesquisa em consultório que já data de 30 anos, foi observado que nossa sociedade prima pelos tipos sentimental e sensação em detrimento dos tipos pensamento e intuição, bem como privilegia a atitude extrovertida em detrimento da atitude introvertida.


Os alunos que possuem atitude introvertida com função intuitiva, por não serem devidamente compreendidos pela sociedade basicamente extrovertida sentimental/sensação, são tidos como lerdos, preguiçosos ou hiperativos. Consequentemente encaminhados para tomarem Ritalina ou outras drogas.


Frequentemente não encontrando respaldo na escola e em seu lar, os alunos com este tipo psicológico ficam refém de seu mundo de impressões imagéticas correndo um risco enorme de se desviarem para vícios fatais.


De acordo com minha pesquisa de tipos psicológicos dentro do consultório, a maioria dos alunos que apresentam dependência química são introvertidos e ou intuitivos.


Este resumo tem por objetivo final alertar todos os educadores sobre uma tipologia psicológica que sempre existiu, contudo, ela é ignorada de modo a se constituir numa das causas da dificuldade de aprendizagem e de desenvolvimento de personalidade acarretando terríveis consequências.


TIPOS PSICOLÓGICOS


A obra "Tipos psicológicos" de Carl Gustav Jung foi publicada em 1921, após dez anos de observação e pesquisa, e representa a primeira grande obra de Jung após o rompimento com Freud.
Sua pesquisa o levou a perceber e comprovar que há duas atitudes diante da vida: a atitude extrovertida e a atitude introvertida. Na sequência Jung definiu quatro funções psíquicas: pensamento e sentimento que são funções racionais e de julgamento e as funções sensação e intuição que são instintuais e de percepção.


São pares de opostos: extroversão x introversão;
sensação x intuição;
pensamento x sentimento.


Embora todas as pessoas possuam ambas as atitudes e as quatro funções psíquicas, devido ao meio, se adaptam melhor a uma ou à outra.
Ao utilizar mais a função sensação, consequentemente, a função intuição será a função inferior e vice-versa.
Se utilizar mais a função sentimento, significa que a função inferior será a função pensamento e vice-versa.
Chama-se função inferior devido ao fato de ser relegada ao inconsciente. De modo que quando ela surge, o que ocorre num momento de suscetibilidade, ela vem à consciência carregada por conteúdos inconscientes, portanto, aparecerá numa forma mais intensa.


Exemplo: Supondo que a função principal seja o sentimento, num momento de conflito ou de fragilidade, que se sobrepõe é a função oposta, a função pensamento, desse modo a pessoa se mostrará fria e completamente distante, bem mais exacerbado em sua intensidade.


A função auxiliar é aquela a qual o indivíduo encontra seu apoio. Se for sentimental poderá ter como apoio a função intuitiva ou a função sensação. Esta função auxiliar se encontra mais acima do limiar do inconsciente, pois é constantemente utilizada para complementar a função principal.


I. ATITUDES


A atitude define onde, preferencialmente, o sujeito foca sua atenção ou qual rumo toma a energia psíquica, Se a atenção estiver voltada para fora, para o mundo concreto de pessoas, coisas e fatos, temos a atitude extrovertida. Se a atenção do sujeito estiver voltada para si mesmo, para o mundo interno de representações e impressões pessoais, então a atitude é definida como introvertida.


ATITUDE EXTROVERTIDA


Na extroversão as pessoas orientam-se de acordo com o ambiente externo e são muito sus¬cetíveis a ele. A experiência imediata tem predominância sobre os aspectos subjetivos. Seu interesse está voltado para o mundo externo, que é ao mesmo tempo orientador e campo de ação. Tais pessoas tem facilidade em acomodar-se no mundo e caminhar com ele, quer seja um caminho adequado ou não.


Geralmente os extrovertidos apresentam urna disposição para a impulsividade, uma espécie de "vamos viver a vida agora e depois pensaremos sobre ela".
Preferem falar a escrever, ver e ouvir a ler. Tendem a conhecer uma série de assuntos pela superfície, mas sentem dificuldade em aprofundar seu conhecimento específico; são mais generalistas do que especialistas.
Acham fácil ter muitos amigos, mas suas relações não costumam ser muito profundas.


Correm o risco de ser envolvidos demais pelo mundo externo e suas exigências, ficando assim muito distante de suas próprias necessidades pessoais, o que lhes causa muitos transtornos e aborrecimentos.
Uma pessoa é considerada extrovertida por ser esta a sua disposição mais habitual, e pelo fato de sua função diferenciada manifestar-se de maneira extrovertida, ficando a função auxiliar numa disposição introvertida.


Uma pessoa com fortes características de extroversão tem a tendência de assumir mais compromissos do que realmente pode dar conta, e só percebe isso quando já não suporta tantas exigências externas.
Um outro fator próprio do extrovertido é que geralmente não se importam de falar sobre si mesmo e de suas experiências de vida.



ATITUDE EXTROVERTIDA


As pessoas introvertidas orientam-se por fatores subjetivos.
No introvertido o foco de atenção é deslocado para o seu mundo interno de impressões, emoções e pensamentos – os seus próprios processos internos.


Embora em nossa cultura haja muito preconceito quanto a uma atitude introvertida, devemos ressaltar que o aspecto subjetivo da realidade é tão real quanto o aspectos objetivo.


O introvertido tende a apresentar certa hesitação frente a uma decisão, uma espécie de "vamos analisar e compreender a vida antes de vivê-la".


Possui maior facilidade em escrever do que em falar, aprende melhor lendo do que ouvindo e vendo. É mais especialista do que generalista, prefere conhecer muito sobre poucos assuntos a pouco sobre muitos, aprecia poucas mas profundas amizades e seu círculo de amigos tende a ser pequeno.


Não se deve confundir a introversão com timidez que se caracteriza por uma ansiedade constante de não ser aceito pelo grupo a que se dirige. Tanto extrovertidos quanto introvertidos podem ser tímidos.


Acontece uma possível patologia quando o sujeito se deixa absorver totalmente pelo seu mundo interior a ponto de se negar a entrar em contato com o mundo exterior.


Apesar de ser mais cômodo conviver com semelhantes, a convivência com o oposto torna-se mais enriquecedor, pois o que falta no extrovertido sobra no introvertido e vice-versa. Por via de tratamento psicológico e orientação, o sujeito também pode aprender a extroverter-se ou introverter de modo a obter uma composição entre as duas disposições.



II. FUNÇÕES PSÍQUICAS


Funções irracionais (ou funções de percepção)


As funções irracionais condizem com duas maneiras possíveis de receber informação sobre algo. Trata-se do modo de receber informações do meio, para poder processá-las e agir no meio.
Podemos perceber algo diretamente dos órgãos dos sentidos de modo a criar uma ideia concreta sobre a informação, ou seja, de modo sensitivo ou perceber de modo a não se fixar nas características concretas da informação, mas nas possibilidades futuras da mesma, de onde vem e para onde vai, utilizando-se assim da intuição.


SENSAÇÃO


A função sensação privilegia os órgãos dos sentidos.
É a função que nos diz que algo existe.


As pessoas que preferem receber informações através da sensação são pessoas voltadas para o aqui-agora, mostrando-se práticas e realistas.


Tendem a aceitar as coisas como lhes parecem ser, não utilizando muito a imaginação. Preferem ver as coisas funcionando, ao invés de criar novos caminhos.


Preferem ver as partes em vez do todo, aprendem melhor uma tarefa a ser executada quando os passos práticos para tal são explicitados. Apresentam bom controle psicomotor e preferem relacionar-se com coisas concretas e objetivas.


Por exemplo, são pessoas tipo sensação aquelas que, entrando em um ambiente completamente novo, podem descrever detalhadamente os objetos que compõem esse lugar.


O aluno sensitivo aprende com maior facilidade quando o educador segura em sua mão para formar a letrinha que está aprendendo. O toque físico como a mão em seu ombro ou em sua mão proporciona-lhe atenção redobrada porque o sensitivo é bastante ligado ao corpo, à concretude das coisas. O educador deve explorar os sentidos como abordagem para o ensino: olfato, tato, paladar, audição e visão.


Se acontecer de desenvolver alguma patologia poderá estar ligada a algo bem corpóreo, por exemplo, a mania e a obsessão.


INTUIÇÃO


Outra maneira de receber informações é através da intuição.
Vou me demorar a falar do intuitivo porque nossa sociedade está mais adequada aos sentimentais e sensitivos.
O aluno pensamento pode sentir dificuldades nas relações que se fazem mais pelo sentimento, mas o aluno intuitivo será o "diferente", o "esquisito", o "estranho", quando não aquele que precisa tomar Ritalina.


O intuitivo não se fixa no dado concreto, no aqui-agora, mas vai além, buscando o significado intrínseco das coisas e de suas possibilidades futuras.


O intuitivo vê o todo e não apenas as partes. Quando uma tarefa lhe é designada, ele precisa compreender o todo para poder realizá-la a contento.


São pessoas que preferem planejar a executar. Estão sempre adiante de seu tempo quanto a projetos e possibilidades. São mais criativas e inovadoras do que o tipo sensação; mostram-se, no entanto, inábeis para lidar com a realidade concreta de maneira prática e com a rotina de uma atividade qualquer, o que para o sensitivo é fácil e desejável.


Quando o educador pede para desenhar uma árvore, o aluno sensitivo pegará imediatamente o lápis e iniciará a tarefa, errando usará a borracha e assim por diante. O intuitivo, precisa de um tempo para formular essa árvore em sua tela mental, em sua imaginação para somente depois disso coloca-la no papel. Caso o educador lhe forneça esse tempo necessário para sua composição imaginativa, esse aluno não utilizará a borracha porque sua árvore já estava pronta restando apenas expressá-la totalmente acabada no papel.


Esses alunos podem desenvolver ansiedade ou baixa autoestima caso lhe seja exigido que sua produção seja do modo sensitivo.


De acordo com minha experiência e pesquisa de 30 anos dentro do consultório psicoterápico, pude averiguar que o aluno intuitivo caso fosse extrovertido recebia a peja de ser hiperativo. Existe, no entanto, uma explicação para tal comportamento. Como não lhe é fornecido o tempo para sua composição imaginativa, ele procura roubar esse tempo criando mecanismos como apontar o lápis, ir ao banheiro, falar com os demais alunos, etc. E por se perceber diferente dos demais acaba por gerar ansiedade e até mesmo um sentimento de inadequação, o qual poderá progredir para algum contexto patológico.


Por outro lado, quando o aluno é intuitivo e introvertido em sua atitude, os educadores poderão acreditar que ele seja antissocial, preguiçoso, desatento, etc. gerando no aluno o mesmo sentimento de inadequação que, por sua vez, poderá progredir para patologias várias.
Como o aluno intuitivo utiliza-se bastante da imagem, ele aprenderá com mais facilidade quando os educadores utilizarem contos, cantos e histórias.


A música suave de fundo, essencialmente as músicas clássicas podem ser um excelente veículo para sua aprendizagem, pois a música capta seu senso imaginativo permitindo-lhe produzir de acordo com sua tipologia que primeiramente vai para a imagem para depois surgir no concreto.


Outra situação ainda mais desfavorável que me foi dado a perceber em minha prática psicoterápica junto aos intuitivos é que quando o mundo não os acolhe de modo propício, pode acontecer de se deixarem levar pelo seu mundo imaginário onde se sentem aconchegados e daí ser muito fácil e por eles desejável a situação da intoxicação seja por drogas, seja pelo álcool.


Não é apenas um escape da realidade de um meio que não o acolhe como ele é, mas também uma necessidade altamente prazerosa por que aí estão em seu domínio e lhes é fascinante posto que o intuitivo é criativo e inventivo de modo que sua mente já se encontra em sintonia e aberta ao novo e ao bizarro.


Sabe aquela frase popular que diz "não esquece a cabeça porque está grudada no pescoço"¿ Foi feita para os intuitivos. Eles não concentram sua percepção no corpo das coisas, mas sim em seus valores intrínsecos. É muito comum para o intuitivo fazer a compra do mercado automaticamente enquanto está desenvolvendo mentalmente aquele projeto de seu interesse.


Como o indivíduo tem de dar uma aula amanhã, está também mentalmente trabalhando nela, então, ele pode guardar o controle remoto da TV dentro da geladeira.


Também é bastante comum a esse tipo psicológico que o aluno esteja jogando com seus amigos no computador enquanto está estudando para a sua prova de matemática. Daí os educadores se mostrarem surpresos por este aluno tirar nota boa sem estudar.


Ele estuda, mas de sua maneira, ou seja, em sua tela mental onde o filme e o projeto se fazem. Da mesma maneira, é muito comum que este aluno não concretize aquele determinado projeto que antes lhe causava entusiasmo e isso porque na medida em que está feito em sua mente pode significar para ele que já está pronto, passando imediatamente a outro projeto.


Não me é raro escutar de determinados tipos intuitivos que o seu livro já está pronto, quando só está em sua mente e não no concreto.


A rotina, a burocracia, a atividade comum não lhe sustenta. Ele precisa de novos desafios, de quebra cabeças, de assuntos variados. Demonstra interesse por tudo e com isso desenvolve muitos talentos.


Não é raro também, encontrar junto a esse tipo esmero e talento para várias profissões, o que pode atrasar sua decisão de escolha. No entanto, quando enfim se decidir, seu trabalho será nota 10, pois não faz nada de modo improvisado, prima pela arte e perfeição.


Para o educador tipo sensação, este aluno é um preguiçoso e só faz bem feito quando ele quer.
Para o aluno intuitivo, o educador sensitivo é sufocante e irritante porque o está sempre a lhe julgar negativamente, porque não confia em seu trabalho, porque está sempre a lhe exigir tudo na hora em que ele quer e sempre lhe fala as mesmas coisas sempre.


Enquanto o sensitivo percebe a sala escolar materialmente, elencando quantas carteiras tem, quem senta em cada uma delas, qual é a cor da sala, ou seja, suas características físicas, o intuitivo pode nem notar que existe paredes ou teto, mas sabe exatamente do que se passa emocionalmente naquele ambiente. Com muita facilidade detecta se seu educador está bem ou mal, se a sua sala está acolhedora ou estressante, sente tudo e responde ao que sente e não ao que vê concretamente. Se o ambiente lhe é de algum modo hostil ou emocionalmente oneroso poderá se sentir muito cansado e de fato, dormir por 13 horas seguidas ou, simplesmente, somatizar.


E porque nossa sociedade negligencia esse tipo de percepção, o intuitivo pode nem ao menos se dar conta do modo peculiar de sua própria percepção, assim, seu desconhecimento contribui para seu sentimento de inadequação e até de incompetência, pois afinal, não percebe como a maioria percebe de modo que não responde como a maioria responde, então conclui que ele está quebrado ou que está no lugar errado, no mundo errado. Não podemos nos esquecer de que o olhar do outro é de grande importância principalmente para aquela personalidade que ainda está em formação.


A dificuldade encontrada nesse tipo psicológico é a de que eles podem ter um excesso de confiança em sua intuição e, mediante isso, criarem fatos e até memórias falsas, as quais serão, por eles defendidas, como sendo completamente reais.



FUNÇÕES RACIONAIS (ou funções de julgamento)


As funções racionais se definem como sendo dois modos possíveis de tomada de decisão sobre algo, ou seja, de que maneira uma pessoa prefere avaliar as informações recebidas do meio ambiente e como prefere tomar suas decisões. Duas são as possibilidades: ou através de uma análise lógica e racional, baseada em estruturas gerais de pensamento; ou através de uma avaliação valorativa pessoal.
Assim, temos o pensamento e o sentimento, respectivamente.


PENSAMENTO


As pessoas que preferem tomar decisões com base no pensamento procuram orientar-se por uma lei geral aplicável às situações, sem permitir a interferência de valores pessoais. Estão atentas à causalidade lógica de seus atos e eventos.
Incluem em sua avaliação os prós e contras de uma mesma situação e buscam um padrão objetivo da verdade.
Apreciam a organização e a lógica, baseando seus julgamentos em padrões universais e coerentes. Como são naturalmente voltadas para a razão, muitas vezes são imparciais em seus julgamentos, porém, conseguem uma análise isenta de interferências pessoais e com significado geral.
Essas pessoas lidam melhor com tarefas (processos lógicos e formais) do que com pessoas, porque não levam muito em conta os valores pessoais nem de si e nem dos outros.
Sua análise possui a disposiçaõ do cientista que mesmo que sua decisão vá contra si mesmo ainda prefere a realidade objetiva e certa sem os meandros emocionais que obnubila seu julgamento.


SENTIMENTO


O sentimento não deve ser confundido com emoção ou afeto, pois a emoção pode surgir em uma pessoa de qualquer um dos tipos psicológicos.
As pessoas que preferem tomar decisões com base no sentimento estão se utilizando dos seus próprios valores pessoais ou de seu grupo, mesmo que essas decisões não tenham lógica e objetividade alguma do ponto de vista da causalidade e das leis gerais.


Nesse tipo de julgamento as idiossincrasias humanas são respeitadas e se sobrepõem à lógica, preferindo levar em conta os sentimentos e impressões pessoais, de modo que estão naturalmente voltadas para as relações interpessoais.


Enquanto a pessoa pensamento mandaria embora de sua empresa um funcionário que não condiz com o seu cargo mesmo que fosse sua mãe, a pessoa sentimental por ser sua mãe não a mandaria embora nem mesmo se esta estivesse desviando o dinheiro da empresa para jogos de azar e bebedeiras constantes.


Elas levam em conta a história do sujeito, o que já se passou com ele e o que ainda se passa, justificando e compreendendo seu comportamento errático atual de modo a protege-lo e preservá-lo de suas responsabilidades.


Alguém que esteja sendo julgado por um crime que cometeu terá a oportunidade junto ao tipo sentimental de ser julgado de acordo com sua história de vida e seu meio, enquanto que o tipo pensamento irá se ater a própria questão criminal, se foi um crime terá de se responsabilizar pelo feito já que está de posse de sua capacidade mental e capaz de discernir entre certo e errado de acordo com as leis gerais.


No entanto se esse criminoso atentou contra os valores pessoais do tipo sentimental ou de alguém próximo de si, a condenação será automática e mais terrível do que aquela que o tipo pensamento faria mediante sua análise legal.


O tipo pensamento olha para o tipo sentimental e o acusa de ser melosamente complacente e cheio de "mimimi", além de entender que está sempre a usar dois pesos e duas medidas de acordo com interesse pessoal de si ou do outro que seja amigo, enquanto que o tipo sentimental olha para o tipo pensamento e o acusa de ser "sem coração" e "falso".



ORIENTAÇÃO PARA PRÁTICA ESCOLAR


Para que o conteúdo escolar possa atingir todos os tipos psicológicos de modo adequado é necessário conter os seguintes tópicos;



1 - Configuração lógico-teórica de possibilidades futuras utilizando e contemplando os tipos:

PENSAMENTO E INTUIÇÃO


2 - Configuração lógico-prática de utilidade concreta utilizando e contemplando os tipos:


PENSAMENTO E SENSAÇÃO


3 - Configuração criativo-pessoal de possibilidades inovadoras utilizando e contemplando os tipos:


INTUIÇÃO E SENTIMENTO


4 - Configuração prático-pessoal de possibilidades concretas e sociais utilizando e contemplando:

SENSAÇÃO E SENTIMENTO


ALGUMAS CONSIDERAÇÕES FINAIS



Todo homem aceita os limites de seu próprio campo de visão como os limites de mundo.
(SHOPENHAUER).


A utilização de uma pedagogia que celebre os contrários estabelecerá o conflito entre os opostos. É em meio a esse conflito que a aprendizagem ocorre. Através da união dos opostos explode a multiplicidade e o acolhimento às diferenças.
O conhecimento, o pensamento, o sentimento e as percepções perfazem o comportamento do homo-sapiens-sapiens.


SUGESTÃO DE LEITURA:


C.G.JUNG – Tipos Psicológicos – Editora Vozes – 1991 – Petrópolis - RJ



CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA & ESTUDOS JUNGUIANOS SONIA VAZ

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