Psicologia

CORPO: ESSÊNCIA EM MOVIMENTO

26 jun 2009 às 12:30
Desde os primórdios do homem, o corpo tem sido visto e tratado, ou destratado, como um símbolo da própria condição humana, ou seja, somos seres corporificados.
Na atualidade também muito se fala do corpo, visto que tantos são os aspectos relacionados a ele, a partir da visão moderna: o corpo perfeito, o corpo inviolável, o corpo fechado, o corpo que cura a si mesmo, o corpo liberto dos condicionamentos, o corpo que cria a vida e o corpo que provoca o fim da vida.
Sabe-se que o corpo é nossa memória mais arcaica, como já se afirmou ao longo história. Por isso mesmo, traz uma bagagem complexa e muitas vezes de difícil compreensão, pois no corpo nada se faz esquecido. E através do modo como nos relacionamos com as partes dele, vivenciado medo ou atração, alegria ou apreensão, percebemos o quanto nos fechamos ou nos abrimos para o mundo.
Assim, é importante que todos os movimentos manifestados na existência do ser humano, quer na mente, na alma, no coração ou nas emoções, manifestem-se, também, verdadeiramente no corpo. Pois esse veículo único, no qual o indivíduo habita, é o reservatório de sua memória essencial, e muitas vezes, ao negar as mensagens trazidas pelo corpo, sinais dessa memória, isso pode resultar em somatizações profundas e dolorosas marcas no corpo.
A forma como alguém alimenta seu corpo, concreta ou subjetivamente, nutrindo ou não a essência real dessa manifestação corpórea, aponta o nível de saúde e equilíbrio emocional ou o comprometimento existencial da pessoa em questão. E ainda, quando se percebe o corpo como um território de encontro com nós mesmos, é possível entender que ele fala do que somos e de quem somos.
Por essa razão, a real e profunda escuta do corpo nos possibilita compreender nossa plena capacidade de seres viventes, que no corpo experimentam o profano, sem negar a sua verdadeira sacralidade, que emana da Fonte Criadora de onde viemos, e a partir da qual, através do corpo, somos Essências em movimento.

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