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Riscos à audição

Adolescentes usam mal seus aparelhos de MP3

Redação Bonde*
03 jun 2009 às 12:38
O tempo de uso por si só não representa problema ao aparelho auditivo, o problema é o volume alto - Reprodução
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Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico científico Pediatrics, jornal oficial da Academia Americana de Pediatria, revela que os adolescentes estão usando seus aparelhos de MP3 (e outras versões mais avançadas) de forma nada segura. Cerca de 1400 adolescentes holandeses com idades entre 12 e 19 anos, e de 15 diferentes escolas, responderam a um questionário sobre seus hábitos de uso de MP3 portátil. Os resultados evidenciaram que 90% deles tinha o hábito de ouvir música com esses tipos de aparelho, 33% com uso freqüente (> 1 hora por dia), 48% com volume alto, e apenas 7% usava funções do aparelho para limitação de volume. O tempo de uso por si só não representa problema ao aparelho auditivo, mas o estudo mostrou que aqueles que usavam o MP3 com maior frequência tinham uma chance 4 vezes maior de usá-lo com volume alto.

Várias pesquisas - inclusive no Brasil - têm revelado o crescente número de adolescentes com problemas auditivos, e o hábito de ouvir música alta é de longe o maior responsável por isso. A grande febre dos MP3 portáteis aumentou drasticamente a exposição dos jovens a ruídos de alta intensidade, especialmente porque os aparelhos modernos são capazes de oferecer som de alta intensidade sem distorção. É sabido também que além de limitar o tempo de uso e volume do som, campanhas de conscientização dos riscos associados ao uso desses aparelhinhos podem prevenir o risco de danos no aparelho auditivo.

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No presente estudo, apenas 18% dos adolescentes respondeu ter recebido informações de forma frequente sobre os riscos de se ouvir música alta. À medida que os aparelhos portáteis chegam cada vez mais cedo às mãos e ouvidos das crianças, é recomendável que campanhas de conscientização já sejam implantadas enquanto elas ainda estão no ensino fundamental. Pais, professores, profissionais da saúde, todos têm importante papel nesse desafio.

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*Ricardo Teixeira é neurologista. Dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB) e dedica-se ao jornalismo científico. É também titular do Blog "ConsCiência no Dia-a-Dia" (www.consciencianodiaadia.com).


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