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A polêmica sobre as marchinhas 'inadequadas' de carnaval

Agência Estado
15 fev 2017 às 14:15

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Gabriel Santos/ Riotur
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A discussão veio ganhando corpo nos últimos carnavais. Alguns blocos começaram a contestar a permanência de letras consideradas machistas, racistas ou preconceituosas, feitas em um Brasil dos anos 40 e 50 que não tinham mais a ver com as conquistas sociais dos tempos modernos.

Mas não foi fácil. Agora, depois do anúncio de que coletivos como o Cordão do Boitatá, no Rio, e algumas rodas de samba estavam abolindo de seus repertórios músicas como O Teu Cabelo Não Nega, Ai, Que Saudades da Amélia, Maria Sapatão e Cabeleira do Zezé, uma reação começou a ser esboçada. Nas redes sociais, surgiu o "Bloco só pra cantar Cabeleira do Zezé e Maria Sapatão" e João Roberto Kelly, um dos maiores autores de marchas carnavalescas, ganhou voz como há tempos não tinha. "O efeito a isso será contrário. Vão cantar essas músicas muito mais agora", ele diz.

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Um dos filhos de Dorival Caymmi, o cantor e flautista Danilo Caymmi diz que falta às gerações que falam em cerceamento de canções mais conhecimento de História do Brasil. "Eles precisam estudar mais para saber o que foi a ditadura."

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Caetano Veloso também foi atingido por blocos que preferem não tocar músicas com a palavra "mulata", como em Tropicália. Ele responde ao jornal "O Estado de S. Paulo" sobre o assunto.


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