13/05/21
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Mulher ainda tem muito a percorrer no mercado de trabalho

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Ainda que a taxa de participação tenha aumentado pelo quinto ano consecutivo, ainda há desigualdades


Entrar no mercado de trabalho pode ser uma tarefa difícil. Para as mulheres, historicamente excluídas deste meio, essa probabilidade fica ainda mais árdua. A participação dos homens ainda é superior à das mulheres, mas esse número vem mudando ao longo dos anos.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou pelo quinto ano seguido. Em 2019, ano do último levantamento da pesquisa, a força de trabalho era integrada por 54,5% das mulheres com 15 anos ou mais. Já entre os homens o percentual era de 73,7%. É relevante destacar que, nos oito anos da pesquisa, houve aumento de 2,9 pontos percentuais para as mulheres, em contraposição à queda de 1 ponto percentual para os homens.

Ainda que a maior participação das mulheres seja um ponto a se comemorar, os padrões do mercado de trabalho para elas ainda têm um grande caminho a percorrer. A pesquisa de Estatísticas de Gênero, do IBGE, destaca que o gênero feminino recebe um salário inferior ao dos homens – pelas mesmas funções – e também ocupa menos cargos de gerência.

Desigualdade

A inserção das mulheres no mercado de trabalho ocorre ao longo de muitos anos, por meio da readequação da sociedade. Hoje, as mulheres são maioria nas universidades em todo o Brasil, mas ainda sofrem com as desigualdades no mercado de trabalho. Na área de negócios,
como o curso de administração, por exemplo, a porcentagem de mulheres dentro das salas é superior à dos homens.

De acordo com o levantamento do IBGE, a taxa de participação das mulheres brancas correspondia a 55,7%, ao passo que mulheres pretas e pardas representavam 53,5%.

Entre os principais motivos para a barragem no mercado de trabalho, destaca-se a presença de filhos. Segundo o IBGE, em 2019, a taxa de ocupação de mulheres sem filhos pequenos era de 67,2%. Para mães com filhos de até 3 anos, a taxa caía para 54,6%. E, no caso de
mães pretas e pardas, o percentual é menor ainda: 49,7%.

Embora essa condição seja uma barreira para o trabalho, ela não se aplica ao gênero masculino. O relatório mostra que a taxa de homens com filhos pequenos (89,2%) foi superior à taxa dos que não tinham filhos (83,4%), fator muito relacionado à ideia de que o homem costuma ser provedor da casa.

Mulheres como PJ

A pesquisa também aponta que o número de mulheres com CNPJ, ou seja, o famoso PJ (Pessoa Jurídica), aumentou nos últimos sete anos, totalizando 1,2 milhão em 2019. Para os homens, esse número é maior: 1,5 milhão. No entanto, a taxa de crescimento foi mais expressiva
entre o gênero feminino, com aumento de 59% desde 2012. Para os homens, esse mesmo aumento representou 33%.
Redação Bonde com assessoria de imprensa
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