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Descaso com a pesquisa

Cortes na educação do governo Bolsonaro afeta mais de 770 bolsistas da UEL

Redação Bonde com O Perobal
07 dez 2022 às 13:19
- Reprodução/Pixabay
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Mais de 770 estudantes dos cursos de mestrado e doutorado da UEL serão afetados com a suspensão do pagamento de bolsas, informada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na noite de terça-feira (6). Em nota oficial, a Capes divulgou que, devido aos contingenciamentos impostos pelo Ministério da Economia e ao Decreto n° 11.269, de 30 de novembro de 2022, ficará impedida de pagar as mais de 200 mil bolsas de pós-graduação, cujo depósito deveria ocorrer neste dia 7 de dezembro.


Segundo a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação (ProPPG), Silvia Meletti, o decreto bloqueia a despesa orçamentária. A professora lembra que, anteriormente, havia sido feito corte no número de bolsas dos programas de pós-graduação, mas que esta é a primeira vez que uma medida tão drástica é feita. Os estudantes de mestrado recebem bolsas mensais de R$ 1.500 e os de doutorado, R$ 2.200. O valor da bolsa não é reajustado desde 2013, o que significa uma defasagem de 75%, se comparado ao salário-mínimo.

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“É uma situação gravíssima. O estudante já tem dificuldade de se manter com a bolsa e, por recebê-la, não pode trabalhar em outra função, com outra renda. Tem estudante que depende da bolsa para alimentação, sustentar a família, não só para a manutenção da pesquisa em si”, explica Silvia Meletti.

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Uma reunião será realizada na tarde desta quarta (7) com coordenadores de pós-graduação, além de representantes dos estudantes, para os encaminhamentos das ações. Silvia conta ainda que a UEL está em contato constante com o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FOPROP), que repudiou a medida imposta à Capes, para acompanhar as atualizações da situação e exigir o cumprimento dos compromissos assumidos pela Capes junto à comunidade científica.

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Diante da situação, a Reitoria da UEL também publicou uma nota. “Manifestamos nossa consternação com este cenário e preocupação com toda a comunidade atingida, em especial com nossos estudantes bolsistas, que dependem de apoio financeiro para sua permanência na universidade e desenvolvimento de suas pesquisas”. Confira a nota na íntegra.


Mobilização nacional

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Como forma de reivindicar o pagamento das bolsas, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) publicou uma nota e articula atos e mobilizações nacionais em todo o Brasil, a partir de quinta-feira (8).


Relatos

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Luan Carlos Nallin, 27, do primeiro ano do doutorado de Sociologia, que recebia R$ 2,2 mil, disse que a situação é dramática. “Isso gera problemas emocionais. A bolsa exige dedicação exclusiva, ou seja, você não pode trabalhar com carteira assinada em qualquer outro espaço. Essa dedicação exclusiva é para trabalhar na universidade, o que significa que a gente tem atribuições dentro do programa, além de cumprir os créditos em disciplinas”, destacou.


Ele ficou sabendo da suspensão da bolsa um dia antes da data em que ocorreria o pagamento. “A gente precisa pagar aluguel e se alimentar com essa bolsa e o principal fundamento dela é que a gente possa se dedicar às nossas pesquisas, que precisam necessariamente de teoria e prática. A literatura científica não é barata. Há muitos livros de literatura internacional que a gente precisa  e não consegue online.”


Ele disse que ainda tem o privilégio de ter a família próxima, em Ibiporã, e pode recorrer a ela para conseguir alimentação. “Mas tenho colegas que estão em outros estados sem saber como vão se manter. Há também colegas que estão no exterior. Aí a situação fica pior ainda.” CONTINUE LENDO NA FOLHA DE LONDRINA

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