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Nespresso Talents

Filme brasileiro '33421' é premiado em competição de curtas-metragens em Cannes

Folhapress
09 jul 2021 às 14:36
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O curta "33421", do paulista Bruno Martins, de 42 anos, é um dos vencedores do Nespresso Talents 2021 em competição de curtas que acontece paralelamente ao Festival de Cannes e que teve sua premiação nesta sexta-feira (9).

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Apoiada pela Semana da Crítica, mostra paralela do Festival de Cannes dedicada a novos cineastas, a Nespresso Talents recebeu quase mil trabalhos de 60 países diferentes. O brasileiro "33421" foi um dos 15 selecionados para a etapa final.

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O filme de Martins tem a duração de três minutos e um formato vertical, regras estabelecidas pelo concurso. Ele resume o trabalho de Hélio da Silva, gerente comercial que, por vontade própria, em 2003, começou a plantar árvores à beira do rio Tiquatira, na zona leste de São Paulo, e terminou criando o primeiro parque linear da cidade, hoje com 33.421 árvores, razão do título do curta.


"Estava vendo o Globo Repórter e um dos blocos era sobre a história de Hélio", afirma o diretor sobre seu contato com o personagem, em abril passado.

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"Fiquei impressionado com a dimensão do que ele havia feito. Entrei em contato em dois dias e ele aceitou conversar. Fizemos tudo em um sábado, sem orçamento."


Formado em publicidade pela Anhembi Morumbi, em 2005, e ex-estudante da Academia Internacional de Cinema, Bruno Martins tinha algumas cenas elaboradas antes de filmar no local da plantação, como a cena aérea com um drone e uma tomada quase subterrânea.


"Mas a grande dificuldade de um filme de três minutos é o desapego", conta ele, que teve 85 minutos de entrevista com Hélio da Silva. "Ele é muito carismático e adora contar a história."


Entre a concepção da ideia e a entrega do curta para a competição, Martins levou uma semana na produção. Em junho, recebeu a notícia de que era um dos finalistas mundiais e que teria a viagem e estada pagas para fazer parte do Festival de Cannes, que começou na terça-feira (6).


Por causa da quarentena obrigatória de dez dias na França para quem chega do Brasil, a presença do diretor brasileiro ficou inviável.

"Eles se esforçaram, mas não poderia ficar dez dias trancado num quarto de hotel para participar de um evento e voltar", diz o cineasta, que sonhava em passar alguns dias vendo filmes da Semana da Crítica. "Fiquei decepcionado. Tomei minha vacina nesta semana, mas não era o momento."


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