Nando Reis lança seu terceiro álbum com a banda Os Infernais, Drês (Universal). O título é uma fusão de três com Dri, apelido de sua ex-namorada Adriana Lotaif, a quem ele dedica a canção-título, mais a faixa de abertura, Hi, Dri, e Driamante. Além de desilusão amorosa, perda e ausência também são temas de outras duas canções dedicadas a sua mãe (Conta) e sua filha Sofia (Só pra So). Drês é bem rock’n’roll. Talvez mais do que os outros.
No entanto, o que chamou a atenção de Nando nos comentários de quem ouviu o CD é parecer "espantoso" ele estar fazendo um álbum assim, tendo a história que tem, ex-integrante dos Titãs e tudo o mais. "Acho que tem várias razões explicáveis. A primeira delas é que produzi o disco com Carlos Pontual, que deu ênfase nas guitarras, e também nos teclados. Mas por questão do conhecimento que ele tem na nossa própria banda, por adequação das músicas, e também pela possibilidade de linguagem que é própria nossa. Como componho no violão e da forma como os arranjos são feitos, nos outros discos talvez ele estivesse mais à frente. Sempre fui, mas talvez não tivesse feito um disco tão - rock’n’roll."
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Além de Pontual (guitarra), Nando forma Os Infernais com Alex Veley (teclados), Felipe Cambraia (baixo) e Diogo Gameiro (bateria). Com exceção do baixista, todos também fazem vocais. É notável a cada álbum o envolvimento de Nando com eles, resultando desta vez num amadurecimento de trabalho de banda, mais do que um solista e seus acompanhantes.