27/09/20
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J.K. Rowling é acusada de transfobia por citação em novo livro

Divulgação
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A autora da série de livros "Harry Potter", J.K. Rowling, 55, está envolvida em mais uma polêmica relacionada à comunidade trans. Em seu novo livro intitulado "Troubled Blood", escrito sob o pseudônimo Robert Galbraith, traz a história de um assassino em série que se veste de mulher para matar mulheres cis.


A quinta obra do best-seller que envolve o detetive Cormoran Strike está sendo lançada oficialmente nesta terça-feira (15), mas teve uma crítica negativa publicada pelo jornal britânico The Telegraph, que repercutiu na noite desta segunda e chamou atenção dos internautas. Jake Kerridge, autor do texto afirmou que a moral da história parece se resumir em "nunca confie num homem de vestido de mulher."

No Twitter, internautas, ex-fãs e ativistas da comunidade LGBTQI+ usaram a hastag "#RIPJKRowling" em protesto contra a autora, que tem um histórico conturbado sobre o assunto.

Em junho deste ano a escritora britânica foi criticada por causa de uma série de tuítes feitos por ela em resposta a um artigo de opinião do site de desenvolvimento global Devex, que deixou Rowling ressentida com a manchete "criando um mundo mais igualitário pós-Covid-19 para pessoas que menstruam".

Críticos apontaram que as visões de Rowling igualavam feminilidade à menstruação, enquanto muitos homens trans menstruam, e muitas mulheres, não. Ela então, rebateu dizendo que apagar o conceito biológico de homem e mulher"remove a capacidade de muitos de discutir significativamente suas vidas".

As declarações da autora acabaram sendo criticadas também por atores de sua famosa franquia "Harry Potter". Daniel Radcliffe, conhecida pelo papel nos cinemas, compartilhou sua opinião nas redes sociais. "Como ser humano eu senti necessidade de dizer algo. Mulheres trans são mulheres. Está claro que precisamos apoiar as pessoas transgêneros e não-binários", postou.

No ano passado, J.K. Rowling chamou atenção no assunto após apoiar uma mulher que foi demitida por tuitar que as pessoas não podem alterar sua biologia. Ela foi criticada por acrescentar uma relação homoafetiva à série "Harry Potter" depois que os livros foram publicados.
Folhapress
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