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Beatles se recusaram a tocar para plateia segregada

17 set 2011 às 15:29

Uma lista de exigências feita pelos Beatles em 1965 para realizar um show nos Estados Unidos incluiu a recusa da banda em tocar diante de uma plateia em que brancos e negros estivessem segregados.

A lista de exigências formulada pela banda deverá ir a leilão na cidade americana de Los Angeles no próximo dia 20 de setembro e a expectativa é de que o documento alcance um um valor de até US$ 5 mil (cerca de R$ 8,6 mil).



O contrato contendo as demandas do lendário grupo de Liverpool mostra que os Beatles tinham um posicionamento claro em relação à política racial discriminatória em vigor nos Estados Unidos, em um momento em que o movimento de direitos civis comandado por Martin Luther King começava a ganhar força.


No ano anterior, Luther King vencera o Prêmio Nobel da Paz por sua campanha pacífica de desobediência civil contra a política segregacionista ainda em vigor em boa parte dos Estados Unidos.


Humildade


O documento com as pré-condições para tocar no Cow Palace, em Daly City, no Estado americano da Califórnia, mostra ainda uma humildade que destoa das listas de exigências feitas por roqueiros atualmente.


O documento, assinado pelo empresário do grupo, Brian Epstein, diz que a banda não iria tocar diante de ''uma plateia segregada'' e solicita um camarim contendo ''quatro camas portáteis, espelhos, um isopor para para guardar gelo, uma TV portátil e toalhas limpas''.


O grupo faz ainda um prosaico pedido por ''eletricidade e água''.

As únicas exigências mais elaboradas foram pedidos de que ''150 policiais uniformizados forneçam proteção'' à banda e a solicitação de ''um palco especial para a bateria de Ringo (Starr)''.


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