Bonde - Como foi a saída do primeiro vocalista?
Alexandre - Foi um baque. O cara começou a tomar outro rumo, tinha muitos amigos que iam nos shows. Acabou rolando muita intriga e os amigos dele não assistiam mais as nossas apresentações. Ele saiu da banda 20 dias antes de um show. O Jones já tinha cantado em alguns ensaios, numa época em que o vocalista tinha viajado. Depois de um tempo, o Negão, que é primo do Jones, entrou e estamos com a mesma formação até hoje.
Em março de 1999, fizemos um show no antigo Mescenas, para o qual só foram 40 pessoas. Foi uma facada nas costas. Mas também serviu para unir ainda mais o grupo e dar mais força para continuar o trabalho. Depois começaram a rolar shows fora de Londrina, conhecemos os caras do Rumbora, e eles também nos incentivaram a ensaiar cada vez mais.
Bonde - Em 2000 vocês gravaram um CD em São Paulo que não chegou a ser lançado. O que aconteceu?
Jones - Estávamos para lançar o CD "Traga Mais", com mil cópias iniciais. A idéia era tocar a banda de forma independente mesmo.
Alexandre - Mas aconteceu o seguinte: em 1999, entregamos um CD para o Charlie Brown aqui em Londrina e depois eu entreguei um demo para eles no antigo Programa Livre. Depois, no final de novembro, eu estava dormindo em casa, quando toca o telefone. Era o Chorão do Charlie Brown. Ele falou um monte, disse que curtiu muito o nosso som, que queriam ajudar a gravar um disco. Depois de uns sete meses, estávamos gravando o nosso disco em São Paulo, quando o pessoal do Charlie Brown ligou para gente de novo, chamando para um show no Guarujá.
A idéia era gravar uma coletânea só com bandas que estavam começando, mas para isso teríamos que segurar um pouco o lançamento do nosso CD. Estávamos com o disco gravado, uma pré produção de três meses. Participações do vocalista Rumbora, do vocalista dos Camundongos. No mesmo dia, eu já estava mandando o CD para Manaus, já para fazer as cópias. Ligamos para os caras em Londrina e acabamos cancelando tudo. Os caras do Charlie Brown dão uma força legal. O Chorão falou da gente em vários programas, em abril deste ano na MTV. Mas não rolou deles gravarem, eles acharam que poderiam, mas não rolou.
Jones - Dia sim, dia não, eu sonhava com os caras (risos). A gente tocando junto com eles. Eu passando o Natal na minha casa com eles (risos). Tudo o que queríamos era conseguir uma gravadora, para dar tudo certo. O nosso plano estava voltado para isso. Pensávamos em conseguir um contrato com alguém que vendesse o Primos, levasse a banda para São Paulo. Tudo isso que aconteceu fez com que parássemos de pensar em outras possibilidades.
Bonde - Como foi a criação do site e o que ele representa para o grupo hoje?
Alexandre - Quando criamos o site, ficamos até surpresos, no primeiro mês foram 800 visitas, no segundo foram 1.200 visitas. Hoje temos 1.500 visitantes. Para uma banda como a nossa é bastante. Temos várias músicas disponíveis em MP3. Depois, com o lançamento deste CD, começamos a comercializar o disco pelo site. O recorde de vendas é para a Bahia. Não sei o que a Bahia tem, que curte tanto o som da gente (risos).
Confira neste especial:
>>>> Primos da Cida conquistam o País (Parte 1)
>>>> De onde vem esse nome (Parte 2)
>>>> Leia comentários de especialistas sobre a banda
>>>> Confira as letras dos maiores clássicos
>>>> Site oficial: www.primosdacida.com.br/