Morreu na tarde desta quinta-feira (4) o pianista e compositor Johnny Alf, após longa luta contra um câncer na próstata, segundo informou seu assessor Nelson Valença. Tinha 80 anos. Autor de clássicos da música brasileira como "Eu e a Brisa", "Ilusão à Toa" e "Rapaz de Bem", tinha um jeito todo seu de tocar piano, com espaço para o samba, a bossa nova, o jazz e a música pop.
Alf estava internado no hospital Mário Covas, em Santo André, no ABC paulista. A informação inicial é de que seu corpo será velado amanhã, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Segundo informou a produtora teatral Lulu Librandi, o sepultamento será no Cemitério do Morumbi, em São Paulo, cidade que adotou a partir da metade dos anos 1950.
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Nascido Alfredo José da Silva, na Vila Isabel (zona norte do Rio), no dia 19 de maio de 1929, Johnny Alf perdeu o pai, o cabo do Exército Antônio José de Almeida, quando tinha três anos. A mãe, a dona de casa Inês Maria da Conceição, passou então, por necessidades financeiras, a trabalhar como empregada doméstica.