O Maroon 5 cancelou dois shows na China em setembro após o tecladista da banda, Jesse Carmichael, parabenizar o Dalai Lama, líder espiritual tibetano, via Twitter.
Replicada da conta do Instagram do músico, a mensagem foi postada no último dia 4 de julho, lembrando também a independência americana. Sem dar explicações, Carmichael a deletou poucas horas depois.
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Segundo o jornal britânico "The Guardian", o tecladista também havia comparecido, na semana passada, à festa do 80º aniversário de Dalai Lama, nos Estados Unidos.
Responsável pelos shows em Xangai e Pequim, a produtora Live Nation não explicou o motivo do cancelamento, anunciado na última terça-feira (14).
De acordo com a imprensa local, o comentário de Carmichael dividiu a opinião dos chineses e, provavelmente, irritou as autoridades do país.
Exilado desde a ocupação chinesa do Tibete em 1959, Dalai Lama já recebeu apoio de diversos artistas, que, por isso, viraram "personas non gratas" no país asiático.
E, 2009, o Oasis foi obrigado a cancelar shows na China após o guitarrista Noel Gallagher aparecer no programa americano "Free Tibet". Já o Linkin Park foi banido do país ao posar com Lama em uma entrevista coletiva em 2011.
A China acusa Tenzin Gyatso identidade do 14º Dalai Lama de lutar pela independência do Tibete, criticando duramente os encontros do líder espiritual com autoridades e personalidades internacionais. (As informações são do Portal UOL)