A foto publicada nesta página é enganosa. Sugere mais uma daquelas duplas pop alegrinhas que infestam FMs no verão e são esquecidas para sempre no inverno. Nada mais contrastante do que as colagens sonoras bizarras criadas pelo duo eletrônico Matmos, de San Francisco (EUA), em seu novo e quarto álbum ‘A Chance to Cut is a Chance to Cure’ (Trama).
Matmos, formado por Andrew Daniel e Martin Schmidt, é um nome em ascensão na Europa. Produziu faixas do recém-lançado álbum ‘Vespertine’ de Bjork e atualmente acompanha a cantora em sua turnê mundial. Em seu próprio disco, eles fundem beats dançantes a ruídos gravados durante operações cirúrgicas em clínicas hospitalares, incluindo samples de respiradores e de ossos sendo quebrados.
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Não é propriamente um CD para congestionar pistas, mas contém grooves aqui e ali em meio aos barulhinhos de pinças e remoções de órgãos humanos que surgem às vezes em camadas incômodas. É um álbum conceitual, sujeito às mais variadas reações, especialmente em estômagos fracos.