02/03/21
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Volta às pistas

Novo disco de Gaga, Chromatica remete à época de maior sucesso da cantora

Lady Gaga sente tantas saudades das pistas de dança quanto os seus milhões de fãs pelo mundo, trancafiados em casa. Depois de um hiato de quatro anos, a cantora retorna com um disco de inéditas e, mais do que isso, está de volta às cores, ao barulho e ao agito. Até por isso, Gaga segurou o lançamento de "Chromatica", antes previsto para abril, o quanto pôde.

Reprodução / Instagram
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Uma convocação explícita à festa, o álbum soaria deslocado num mundo assustado com o avanço do coronavírus. A pandemia ainda é uma realidade, mas - como é comum nos lançamentos de Gaga–, o disco vazou antes da hora, e sai oficialmente nesta sexta.

Bastante aguardado, "Chromatica" remete diretamente à época de maior sucesso da cantora, com os discos "The Fame", de 2008, "The Fame Monster", de 2009, e "Born This Way", de 2011. Desde que lançou "Artpop", de 2013, Gaga já se dedicou a cantar jazz com Tony Bennett, gravou um álbum voltado ao country ("Joanne", de 2016) e teve um hit ("Shallow") na trilha do filme "Nasce Uma Estrela", em que atuou.

Esse período pode ser visto tanto como uma busca por aprovação –ser mais do que uma cantora pop– quanto um desvio natural da euforia dos anos anteriores. De toda forma, até "Artpop", um disco conceitual recebido friamente quando lançado, nos últimos anos se tornou um queridinho dos fãs –tamanha a demanda por novas músicas mais dançantes da cantora.

"Chromatica" é uma resposta a tudo isso, mas também um resgate. Não só das batidas contagiantes da Gaga de "Just Dance" e "Poker Face", mas da música eletrônica dos últimos 30 anos, do house dos anos 1990 à eletrônica do DJ Tiesto, do começo da década passada.

E Gaga amarra as referências trazendo tudo para o presente. Ela se junta ao girl group de k-pop Blackpink em "Sour Candy" enquanto intercala vozes de maneira entrosada com Ariana Grande em "Rain on Me".

Em 43 minutos, "Chromatica" não tem espaço para baladas ao piano e praticamente não há respiros entre as 16 faixas –da abertura instrumental a "Babylon", derradeira, que lembra "Vogue" de Madonna.

Até a participação de Elton John, ídolo e amigo de Gaga, é em uma música dançante. Mestre ao piano, o britânico empresta a voz grave para um pop. "Vivi meus dias apenas pelas noites/ Me perdi sob as luzes/ Quando eu era jovem, me sentia imortal", eles cantam juntos em "Sine From Above".

Majoritariamente produzido por BloodPop, "Chromatica" é quase inteiro sintético e pulsa eufórico. Se "Future Nostalgia", disco recente de Dua Lipa, soa como uma balada chique, "Chromatica" dispensa o requinte –é o porre depois de um término, dançar até se esquecer do dia seguinte.

Em "Alice", Gaga se diz confinada na própria mente, pergunta onde está seu corpo e pede "maestro, toque sua sinfonia/ vou ouvir qualquer coisa/ me leve para uma viagem, DJ, liberte minha mente".

A faixa é um anúncio - ela quer fazer música para ouvir com o corpo, não com a cabeça. Paradoxalmente, ela acaba soando muito mais autêntica em "Chromatica" do que na tentativa de humanização de "Joanne".

Até porque, mesmo quando está fazendo música dançante, Gaga - que sofre de depressão - não soa alegre de graça. Seu pop eletrônico pode soar sombrio, lembrando New Order, e ela fala sobre os problemas nas letras. Em "Replay", diz que os traumas voltam à sua mente. Em "Fun Tonight", se diz "aprisionada no inferno" da fama.

Os exageros que podem derrubar "Chromatica" para um público mais genérico –o drama, os refrões sempre épicos, a "sujeira" eletrônica– são exatamente o que deve aproximá-la ainda mais dos monstrinhos (seus fãs) e do público LGBTQ.

Gaga está recuperando o tempo perdido. Se os fãs passaram sete anos longe da faceta dançante de sua cantora favorita, a resposta vem tão intensa e barulhenta quanto a pedida.

Em "Chromatica", Lady Gaga reivindica a pista de dança. Como canta em "Free Woman", "esta é minha pista de dança, pela qual lutei/ um coração, é para isso que estou vivendo/ então acenda meu corpo e me beije com força/ o centro da cidade é nosso, ouça nosso som".
Lucas Breda - Folhapress
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