Estagiar em um dos principais grupos de comunicação do País para ganhar a bagatela de R$ 10 mil por mês não é emprego que se encontre facilmente. Não é à toa O Aprendiz 6 Universitário, com estreia marcada para o dia 9, na Record, conquistou o número recorde de inscrições de sua história - 110 mil inscritos. "Com tantos candidatos abrimos mais duas vagas, totalizando 18 estudantes, o que não mudará o tempo de duração do programa de dois meses. O que muda é o nosso público. Além do alvo tradicional, queremos atingir os jovens, já que provavelmente teremos um desdobramento desta edição", adianta Roberto Justus.
Como toda atração que se repete anualmente, a produção de O Aprendiz buscou inovar para não cair no óbvio e conquistar audiência. Mesmo assim, o empresário enfatiza que a atração está cheia de patrocinadores. "Não me preocupo com audiência, o meu diretor não me força a deixar alguém na disputa porque ele é mais ou menos encrenqueiro e isso oferece ibope. Aliás, o programa já está vendido. A única preocupação é trazer coisas novas no formato", garante Justus.
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"Na sala de reuniões, por exemplo, os candidatos ficaram de frente para mim e para os conselheiros. Essa posição provoca mais pressão", conta ele. Como os candidatos da sexta edição ainda são muito jovens, e não estão acostumados com tanta pressão, eles têm reações muito emocionais, como constatou Justus. "Já estamos gravando o sexto episódio, e diferente das outras vezes, os candidatos são muito mais emotivos, mesmo assim não facilitamos as provas ou diminuímos a pressão. Eu continuo frio", diz o apresentador.
Portanto, para levar o prêmio de R$ 1 milhão e ser contratado, os estagiários terão de suar a camisa, segundo o conselheiro Walter Longo. "Eles não vão só pensar muito como terão de passar por provas, pesadas, de resistência", confirma Longo. Claudio Forner é o outro auxiliar de Justus.
Bastidores - Para escolher os 18 candidatos, a produção selecionou estudantes de várias áreas de comunicação, como psicologia, direito e jornalismo. "Só não podia ser bicho do mato", brinca o apresentador. Para sustentar os universitários durante os dois meses, a Record gastou um total de R$ 13 milhões entre viagens, hospedagem no Sheraton São Paulo WTC, provas e figurino de Roberto Justus. "Com exceção das minhas gravatas, a Record é quem paga tudo", fala Justus. "Nisso estão meus ternos e camisas, afinal é figurino." As informações são do Jornal da Tarde.