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Paulo Gustavo lidera elenco de 'A Vila', nova série cômica do Multishow

Agência Estado
07 ago 2017 às 11:44

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Reprodução/Instagram
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Você não sabe exatamente de onde ele veio nem quem são seus parentes. Instalado em uma vila, em um lar improvisado, ele arma diversas trapalhadas com os excêntricos moradores do local. Entre eles, o malandro trambiqueiro que não paga o aluguel, a mãe superprotetora de um filho mimado e sem traquejo social, a menina levada e o dono das casas, que está sempre cobrando o aluguel dos inquilinos. Não, este não é o plot de 'Chaves', sitcom exibida a exaustão pelo SBT há 33 anos, mas sim de 'A Vila', produção inédita que o Multishow estreia nesta segunda-feira (7), às 22h30.

Paulo Gustavo é o protagonista Rique, um ex-palhaço que viu seu circo falir e busca refúgio em uma vila. Em vez de um barril, ele mora em um trailer. Rapaz de boa índole, honesto e que só quer encontrar um emprego para ter uma vida decente. Sua melhor amiga é Violeta (Katiuscia Canoro), uma trambiqueira que não mede esforços para passar a perna nas pessoas. Impossível não relacionar esta dupla a Chaves e Chiquinha. E a sitcom de Roberto Gómez Bolaños (1929-2014) foi uma das principais inspirações para os criadores.

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Foi numa conversa sincera de Paulo Gustavo com a cúpula do Multishow que nasceu 'A Vila'. Ele já não estava muito feliz com o 'Vai Que Cola' - "começou a configurar trabalho e eu me via obrigado a gravar", justifica - e manifestou o desejo de trabalhar em uma nova série.

"Sentia falta de aparecer em outro cenário, de usar uma roupa diferente. Isso não é uma coisa exclusiva minha, é de todos os atores. Tinha vontade de fazer um palhaço, botar um cabelo diferente, fazer uma coisa num cenário que fosse uma vila", explica.

Com essa deixa, a direção do canal logo citou Chaves, e ele consentiu. "Amo fazer humor pastelão. Amo torta na cara, funciona bem e o público ama."

Mas a ingenuidade do humor aplicado em 'Chaves' não cabe ao estilo do humor praticado pelas séries do Multishow. Tampouco a Paulo Gustavo. E é por conta de sua "persona cômica", e pela boa troca de todo o elenco, que 'A Vila' se trata de uma versão brasileira do clássico mexicano. Estender as comparações, inclusive, seria leviano. Logo nos primeiros minutos do primeiro episódio - disponível na plataforma Globosat Play desde o dia 3 -, as diferenças ficam bastante evidentes.

"O Chaves é muito infantil, não tem a malícia. O Paulo Gustavo tem um humor muito atual. A maneira dele se colocar em cena não tem ingenuidade. Os códigos de Chaves são ingênuos e repetitivos, são ótimos e servem de inspiração. Mas Paulo não é o Chaves porque ele é mais malicioso. Seu personagem, Rique, tenta se virar para sair daquela situação, não é um 'loser' que está morando num barril", explica Pedro Antonio Paes, que divide a direção da série com João Fonseca.

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"'Chaves' era um programa sempre no mesmo ambiente, tinha sempre o mesmo figurino, tratava das mesmas histórias, mesmos conflitos. Temos a mesma energia, pois estamos sempre no mesmo cenário e as histórias sempre finalizam da mesma forma. A gente tem um pouco desse código, que é parecido com o do 'Chaves'", acrescenta Paulo.


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