"A felicidade não cura, mas a felicidade protege das doenças", afirma um estudo que será publicado no próximo mês e onde os cientistas holandeses concluem que ser feliz pode assegurar a longevidade.
O professor Ruut Veenhoven, da Universidade Erasmo de Rotterdã, afirma que, para viver melhor, ser feliz é tão eficaz quanto deixar de fumar, já que a felicidade pode ajudar a aumentar entre 7,5 e 10 anos o tempo de vida.
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Este estudo, realizado a partir de 30 relatórios de diferentes países, se soma a outras pesquisas, especialmente econômicas, que tentam compreender o que nos faz felizes e por que as riquezas materiais não levam à ambicionada felicidade. Cria-se assim um novo campo na pesquisas que alguns economistas chamam de "hedônico".
No estudo de Ruut Veenhoven, publicado no "Journal of Happiness Studies", uma revista multidisciplinar que existe desde 2000, o pesquisador pergunta se o bom humor tem um impacto sobre a expectativa de vida. O resultado tem seus matizes. No geral, "a felicidade não retarda a hora da morte nos doentes, mas protege as pessoas que têm boa saúde das doenças".
A razão não está clara, mas uma coisa é certa: as pessoas felizes têm tendência a vigiar seu peso e os sintomas das doenças, a fumar menos e beber menos álcool.
Normalmente são pessoas mais dinâmicas, mais abertas ao mundo, confiantes e com mais relações sociais.