Indivíduos com antecedentes familiares de tumores cancerosos no cérebro têm um risco maior de desenvolver a doença, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (22), nos Estados Unidos.
As pessoas cujos parentes próximos tiveram um glioblastoma (tumor canceroso agressivo) têm duas vezes mais chances de desenvolvê-lo, concluíram os autores da pesquisa, publicada pela revista Neurology.
Este risco de tumor é multiplicado por quase quatro no caso do astrocitoma, outro tipo de tumor no cérebro menos agressivo.
Os pesquisadores analisaram as fichas médicas de 1.401 pessoas do estado de Utah (oeste dos EUA) atingidas por estes tumores.
Eles também examinaram o histórico médico das famílias de cada uma dessas pessoas.
"Esperamos que tais estudos acabem permitindo a identificação dos genes responsáveis por esses tipos de tumores do cérebro", acrescentou Deborah Blumenthal, do Surasky Medical Center de Tel Aviv, a principal autora do estudo.