Mesmo sabendo que é perigoso comprar remédios com base na indicação de amigos, vizinhos, muitas pessoas ainda recorrem à automedicação regularmente. O perigo desta prática é grande. Muitas vezes, estes remédios não prescritos pelo oftalmologista causam novas doenças, mascaram os sintomas da real moléstia ou, ainda, não produzem efeito algum, fazendo com que o incômodo do paciente persista.
Sem a devida indicação médica, não é recomendável fazer uso de colírios. Estes medicamentos têm princípios ativos variados, como corticóides e antibióticos, que podem mascarar ou agravar algumas doenças oculares. O aspecto inofensivo dos colírios e a facilidade de administração deste produto, somados ao fácil acesso às drogas oftalmológicas nas farmácias, são fatores de risco para a população. Precisamos combater a automedicação por meio de campanhas que destaquem os perigos para a visão do uso indiscriminado destas substâncias.
O uso de colírios com antibióticos de forma crônica e irregular pode facilitar o aparecimento de mutações de bactérias que se formam resistentes ao medicamento. O hábito de utilizar colírio ‘comum’ que deixa ‘olho branquinho’ pode significar o uso de uma droga vaso constritora que pode ter efeito colateral para a pressão ocular, além de tornar o paciente dependente do colírio.
Cremes e pomadas também devem ser prescritos pelo oftalmologista. Muitas pessoas, no afã de aliviar uma coceira ou um ardor aplicam nos olhos pomadas antialérgicas destinadas à pele, atitude equivocada e perigosa, que pode mascarar doenças e provocar uma alergia ocular.