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Uma equipe francesa criou moléculas capazes de enganar as células cancerígenas que resistem à radioterapia. Pelo experimento, as células se "suicidam" - AFP
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Suicidam-se

Cientistas fazem células cancerígenas se auto-destruírem

France Presse
31 dez 1969 às 21:33
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Uma equipe francesa criou moléculas capazes de enganar as células cancerígenas que resistem à radioterapia. Pelo experimento, as células se "suicidam", uma descoberta promissora em termos de aumento da eficácia dos tratamentos contra o câncer.

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A radioterapia ou a quimioterapia causam danos nas células tumorais para destrui-las. Um dos danos mais nocivos para a célula acontece quando conseguem romper seu material genético: ante um grande número de rupturas, provocadas, por exemplo, pela radiação, as células cancerígenas podem se autodestruir (apoptose).

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Mas esses danos não bastam para acabar com as células tumorais que continuam sendo capazes de ativar seu sistema de reparação de rupturas. Elas se tornam resistentes ao tratamento, deixando os médicos impotentes.


A equipe de Marie Dutreix, do Instituto Curie (Paris), criou moléculas que enganam as céluas cancerígenas fazendo-as crer que sofreram mais danos do que na realidade.


Estas moléculas, chamadas Dbait, são pequenos fragmentos de DNA que "imitam" as rupturas dos filamentos da dupla hélice de DNA das células cancerígenas. "Este engodo engana as funções de reparação das células", explica Marie Dutreix.

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Como consequência das lesões reais provocadas pela radioterapia que "passam desapercebidas" em um sistema "alertado", as células cancerígenas acabam por se autodestruir.


As Dbait demonstraram ser eficientes em camundongos, enfatiza Marie Dutreix, cujo trabalho é publicado neste domingo na revista americana Clinical Cancer Research.


A necrose devido à morte das células tumorais afeta entre 75 e 100% da zona tumoral com a associação Dbait-radioterapia, contra os 30 a 50% se for usada apenas a radioterapia. Além disso, as Dbait não causam qualquer toxicidade nos tecidos saudáveis, enfatiza a pesquisadora.

Agora os pesquisadores têm de testar estas "moléculas-medicamentos" no ser humano. Os primeiros testes clínicos começarão no final de 2010 ou início de 2011 em quatro centros parisienses.


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