A XVII Conferência Internacional sobre a Aids foi oficialmente aberta na noite deste domingo (3), na Cidade do México, dando início a seis dias de discussões sobre temas científicos, sociais, religiosos e políticos ligados à pandemia, que já atinge 33 milhões de pessoas, em todo o planeta.
O presidente da Conferência, Pedro Cahn, abriu o evento. "Apesar dos progressos, o mundo não parece estar a caminho de cumprir o compromisso adotado em 2006 sobre o acesso de todos ao tratamento até 2010", advertiu ele.
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Propostas
A discriminação, as novas pesquisas científicas, a educação sexual, as políticas governamentais e o impacto social da Aids serão analisados em centenas de reuniões.
Apesar dos progressos científicos, a conferência no México ainda não trará o anúncio da vacina capaz de evitar a Aids.
O encontro analisará ainda as dificuldades de acesso às drogas anti-retrovirais, especialmente nos países emergentes.
A conferência discutirá ainda a situação dos jovens, um dos segmentos mais vulneráveis devido a pouca educação sexual, e das mulheres, vítimas da discriminação, da violência e da falta de informação.
Segundo os últimos números da ONUaids, na América Latina vivem 1,7 milhão de soropositivos, dos quais 47 mil são crianças e 400 mil jovens com entre 14 e 24 anos.