Cerca de metade dos norte-americanos não fumantes ainda respiram fumaça de cigarro, mas a porcentagem diminuiu dramaticamente desde o início da década de 1990, de acordo com um estudo governamental.
A razão principal do declínio no fumo passivo é o crescente número de leis e políticas que banem o fumo nos locais de trabalho, bares, restaurantes e lugares públicos, disseram os pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Outro fator é a queda no número de adultos fumantes: ele está agora abaixo de 20%, de acordo com os números de 2007 do CDC.
O novo estudo descobriu que cerca de 46% dos não fumantes tinham sinais de nicotina em seus exames de sangue feitos de 1999 até 2004. Esse número representa uma queda em relação aos 84% encontrados quando testes similares foram feitos no fim da década de 1980 e início da década de 1990.
No entanto, as autoridades pararam de celebrar. "Ainda é um número muito alto", disse Cinzia Marano, uma das autoras do estudo. "Não há algo como um nível seguro de exposição."
Riscos
Cigarros causam câncer de pulmão e outras doenças fatais não apenas em fumantes, mas também nos fumantes passivos, mostra o estudo. Para os não fumantes, o fumo passivo aumenta seu risco de câncer em cerca de 20% e de doenças do coração em 25%. Crianças expostas ao fumo passivo correm o risco de terem ataques de asma, problemas de ouvido, infecções respiratórias e síndrome da morte súbita, disseram representantes do órgão de saúde.