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Alerta

Depressão dobra o risco de infarto

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33
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Quanto pior o grau de depressão de uma pessoa, maior o risco dela sofrer um infarto. É o que revela uma pesquisa publicada recentemente na revista norte-americana Circulation, uma das mais conceituadas no universo da cardiologia. Especialistas em coração e psicólogos estarão reunidos no XXX Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP – para discutir essa e outras doenças emocionais que influenciam diretamente na saúde do coração.

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"5% da população mundial sofre de depressão, uma doença que está diretamente ligada ao estresse e a fatores hereditários", explica a coordenadora da mesa que vai discutir o assunto no Congresso, Ana Néri Rodrigues Pereira. Segundo a cardiologista, "uma pessoa depressiva geralmente não pratica atividade física, come demais e não toma os remédios controlados corretamente, tudo isso potencializa o risco de infarto".

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Para Ana, é importante que os cardiologistas consigam identificar esses pacientes potenciais a desenvolver a depressão, para encaminhá-lo a um psicólogo ou indicar um medicamento que controle esses sinais.


Essa também é a recomendação do cardiologista e palestrante do Congresso Álvaro Avezum, quando o assunto é estresse. Segundo ele, boa parte dos colegas não sabe como identificar e o que fazer se o diagnostico for positivo para esse fator de risco. "Temos que trabalhar isso, ficar mais atentos para os sinais emocionais que o paciente apresenta, além dos exames clínicos que já realizamos", completa o médico Hospital Dante Pazzanese, que vai abordar o tema "A importância do estado emocional na doença coronária: como manejar?", no Congresso.


Para Avezum, a percepção da população sobre o estresse é inadequada. "As pessoas dão pouca importância, acham que é uma doença moderna e que o organismo se adapta a ela. Mas isso não é verdade. O estresse é tão importante para o coração quanto a hipertensão, por exemplo. E consequentemente tão prejudicial quanto", explica.

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Ele recomenda que as pessoas mudem o hábito de vida, praticando atividade física, fazendo relaxamento (ou yoga), seguindo uma religião e até mesmo fazendo terapia. "Tem que haver uma mudança social na vida das pessoas. Elas têm que se conscientizar que essa mudança de hábito é tão saudável quanto os tratamentos clínicos que recomendamos", conclui Avezum.


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