Corpo & Mente

Descobridores da AIDS recebem prêmio Nobel

31 dez 1969 às 21:33

O prêmio Nobel de Medicina de 2008 foi atribuído ao alemão Harald zur Hausen e aos franceses Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier, por suas descobertas em separado sobre os vírus do câncer cervical (câncer de colo do útero) e do HIV, anunciou nesta segunda-feira (6), em Estocolmo o Comitê Nobel.

Barré-Sinoussi e Montagnier, que compartilham a outra metade do prêmio, descobriram o vírus de imunodeficiência humana (HIV) que provoca a Aids, um dos males mais devastadores de nossa época.


"A descoberta foi fundamental para a atual compreensão da biologia desta doença e seu tratamento retroviral", afirma um comunicado do Comitê Nobel


Há 20 anos


A Aids foi detectada pela primeira vez em 1981, quando médicos americanos observaram uma quantidade inusitada de mortes entre os jovens homossexuais da Califórnia e Nova York.


Desde então, a epidemia já matou pelo menos 25 milhões de pessoas, enquanto outras 33 milhões vivem com o HIV, vírus que destrói o sistema imunológico.


Métodos contraceptivos


O trabalho dos dois cientistas franceses "levou ao desenvolvimento de métodos para diagnosticar pacientes infectados e examinar produtos sanguíneos, que limitaram a difusão da epidemia", acrescenta o comunicado do Comitê Nobel.


Quem são?


Barré-Sinoussi, nascida em 1947, é professora do Instituto Pasteur em Paris, onde dirige a Unidade de Regulação de Infecções Retrovirais no Departamento de Virologia.


Montagnier, nascido em 1932, é professor emérito e diretor da Fundação Internacional para a Pesquisa e Prevenção da Aids em Paris.


Já Zur Hausen, 72 anos, trabalhou contra os dogmas ao descobrir que o papiloma vírus humano (HPV) causa o câncer do colo do útero, ou câncer cervical, o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres.

Os vencedores receberão uma medalha de ouro, um diploma e um cheque de 10 milhões de coroas suecas (1,52 milhão de dólares), que pode ser dividido entre três vencedores em cada categoria.


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