A luta contra a Aids, simbolizada pela celebração da 20ª Jornada Mundial, nesta segunda-feira (1), busca um novo fôlego: os países do sul ainda carecem de tratamentos e as pesquisas tentam novos métodos após o fracasso de um teste de vacina.
O slogan desta Jornada, "realizar, responsabilizar, ativar", deve, segundo os organizadores, definir "a política necessária para fazer respeitar os compromissos assumidos, em particular a promessa de acesso universal à prevenção, ao tratamento, aos cuidados e ao apoio".
Com 33 milhões de pessoas atingidas atualmente pelo HIV, a Aids continua sendo uma epidemia de primeiro plano.
Estamos longe de um acesso universal aos tratamentos porque uma maioria de pessoas contaminadas, essencialmente na África, não têm acesso a eles. No mundo, quando uma pessoa entra em tratamento, três são contaminadas. Houve na França, em 2007, 5.200 novas infecções, milhares de pessoas que ignoram que elas são infectadas, segundo os organizadores.
Por ocasião do Dia Mundial, a associação Aides instalará um grande painel na Praça Opéra de Paris para mostrar a defasagem entre tratamento e novas contaminações. "Não podemos deixar a Aids passar na nossa frente", declarou a Aides.
Resta o problema maior dos países do Sul. Um dia será preciso escolher entre perseguir o esforço para colocar milhões de pacientes do Sul sob tratamento, ou beneficiar a curto prazo os 500 mil pacientes resistentes de tratamento muito mais caros.