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Olhos desalinhados

Estrabismo: tratamento é possível até os 8 anos

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33
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O estrabismo, alteração ocular que desalinha os olhos em diferentes posições, deve ser diagnosticado nos primeiros meses de vida e no início das atividades escolares para que seu tratamento seja eficaz. Quem faz o alerta é a oftalmologista Hanna Flávia Gomes, especialista em estrabismo do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB). A diferença de alinhamento entre os olhos, mais do que o aspecto estético, pode causar a ambliopia, isto é, a diferença da qualidade da visão entre os olhos, e tal dano só é reparado até o oitavo ano de vida, porque nessa idade, o sistema neurológico-visual já estará completamente desenvolvido e não haverá mais tempo para correções dessa natureza.

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Conforme o último relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), metade das crianças cegas do mundo têm esta limitação como conseqüência de causas evitáveis, das quais 15% tratáveis e 28% previníveis.

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Tipos


O estrabismo pode apresentar desvio de quatro formas. Segundo a especialista do HOB, "quando convergentes, apresentam um ou ambos os olhos direcionados no sentido no nariz. Já no estrabismo divergente, o posicionamento ocular é inverso, os olhos apontam no sentido oposto ao nariz". Além dessas duas alterações horizontais, o estrabismo pode apresentar desvios verticais. "Há hipertropia quando os olhos apontam para cima; e hipotropia quando estão direcionados para baixo", explica Hanna Gomes.


Os principais sintomas de estrabismo são nítidos, porque mostram olhos desalinhados e movimentos oculares sem coordenação. Além desses sinais, a criança pode apresentar diplopia (visão dupla de um único objeto) e perda de profundidade da visão, ambos diagnosticados durante consulta oftalmológica.

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Risco


A especialista do HOB aponta alguns fatores de risco para a incidência de estrabismo. "O problema, na maioria dos casos, é hereditário e se manifesta na infância, em decorrência de um desequilíbrio nos músculos que movimentam os olhos que pode ser provocado tanto por parto prematuro, quanto parto normal, doenças congênitas, elevado grau de hipermetropia, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, entre outros fatores genéticos. Quando o estrabismo é adquirido na fase adulta, porém, as causas mais comuns para essa alteração ocular são traumatismos cranianos, acidente vascular cerebral (derrame), infecções cerebrais (como meningite), diabetes e disfunções da tireóide".


Tratamento


O estrabismo tem cura e o tratamento aplicado varia de caso-a-caso. Nas situações em que o estrabismo ocasionar a ambliopia, o uso do tampão é recomendado. "A oclusão é utilizada para estimular a visão do olho deficitado, tampando o ‘olho bom’. O tempo de utilização do tampão varia de acordo com a idade do paciente, mas a idade-limite para o tratamento de ambliopia é até os oito anos", enfatiza Hanna Gomes.


Além do tampão, os oftalmologistas podem recorrer ao uso de óculos e até cirurgia para corrigir os desvios oculares. "A indicação da cirurgia é feita somente quando os outros recursos não tiverem resultado". Diante da indicação de cirurgia, o médico faz uma pequena incisão no tecido que cobre o olho, o que permite o acesso aos músculos oculares responsáveis pelo alinhamento dos olhos", conta.


Cuidados


A especialista do HOB lembra que a melhor maneira de evitar a ambliopia causada pelo estrabismo é obtendo o diagnóstico precoce. "Por menor que seja o desvio ocular que a criança apresente, os pais devem procurar o oftalmologista. Mesmo que não haja nenhum sinal visível de alteração nos olhos da criança, é importante que os pais a levem para uma consulta oftalmológica nos primeiros seis meses de vida e também no início das atividades escolares a fim de verificar alguma incidência de estrabismo", esclarece.

As informações são da assessoria de imprensa do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).


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