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Cientistas descobriram que bebidas alcoólicas, em qualquer medida, podem provocar câncer. - Reprodução
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Desvendando o mito

Estudo mostra que vinho também pode ser vilão da saúde

Agência Estado
31 dez 1969 às 21:33
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O Instituto Nacional do Câncer (INCa) da França publicou nesta terça-feira (17), em Boulogne Billancourt, nos arredores de Paris, publicaram hoje (17) documento que derruba o mito de que consumir uma taça diária de vinho traz benefícios à saúde. Eles descobriram que bebidas alcoólicas, em qualquer medida, podem provocar câncer. Atualmente, 13,7% da população da França é adepta ao hábito de beber vinho diariamente.

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O relatório se ampara nas conclusões de três institutos internacionais de pesquisas científicas: o National Alimentation Cancer Research, o Fundo Mundial de Pesquisa contra o Câncer e o Instituto Americano para a Pesquisa sobre o Câncer. O INCa tem como função coordenar na França os estudos científicos, além de orientar equipes médicas na luta contra a doença.

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Segundo o documento, o consenso acadêmico sobre os riscos provocados pelo álcool já são suficientes para que campanhas de esclarecimento da população sejam realizadas, a começar pelos próprios agentes de saúde - médicos, enfermeiros, assistentes sociais. "O consumo de bebidas alcoólicas está associado ao aumento do risco de diversos cânceres: de boca, de faringe, de laringe, de esôfago, colo-retal, do sangue e do fígado", afirma o texto.


O documento alerta que o porcentual de aumento do risco de desenvolvimento da doença já está estimado tendo como base cada copo de álcool consumido por dia. O risco varia entre 9% a 168%. "Em particular, o aumento do risco de cânceres de boca, de faringe e de laringe é estimado em 168% por copo de álcool consumido por dia." O relatório descarta até mesmo a ingestão diária de pequenas doses, uma tradição no país. "O aumento do risco é significativo a partir do consumo médio de um copo por dia. O efeito depende do volume consumido, não da bebida alcoólica."


Dominique Maraninchi, presidente do INCa, e Didier Houssin, diretor-geral de Saúde, especialistas que assinam o texto alertam que, entre outras reações nocivas no organismo, o etanol é metabolizado em acetaldeído (etanal), molécula que pode gerar mutações no DNA, potencializando a formação de tumores.

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Segundo os autores, a relação entre o consumo de álcool e os cânceres de boca, de faringe, de laringe, de esôfago e colo-retal, nos homens, e do seio, nas mulheres, é julgado como "convincente". "Em matéria de prevenção ao câncer, o consumo de álcool é desaconselhado, independente do tipo de bebida (vinho, cerveja, coquetéis)."

Além das orientações sobre o uso zero de álcool, o relatório do INCa prega a ingestão de frutas - no mínimo cinco por dia - e verduras - 400g por dia -, o controle do sobrepeso, a moderação do uso do sal e o consumo reduzido de carne vermelha. Cada 100g diárias de carne, afirmam os experts, eleva em 29% risco de câncer colo-retal.


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