A expectativa de vida dos pacientes contaminados pelo vírus da Aids nos países industrializados aumentou 13 anos desde que eles passaram a ter acesso a uma combinação de anti-retrovirais, com uma queda da mortalidade de cerca de 40%, segundo um estudo divulgado na edição da revista britânica The Lancet.
Uma equipe de pesquisadores conduzida pelo professor Robert Hogg, do centro sobre a Aids de Vancouver (Canadá), comparou as taxas de mortalidades entre os pacientes em 1996-1999, período em que começaram a ser utilizadas as terapias combinando vários anti-retrovirais, e as de 2003-2005.
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Neste intervalo, os tratamentos se tornaram "mais eficazes, são melhor tolerados e mais simples em termos de dosagem", disse o The Lancet.
Segundo esta avaliação, que reúne os resultados de 14 estudos realizados no total com mais de 40 mil pessoas na América do Norte e na Europa, a expectativa de vida aos 20 anos passou neste período de 36,1 para 49,4 anos, com variações.
Além disso, os pacientes contaminados por injeção de droga têm 12 anos a menos de expectativa de vida, assim como os tratados tardiamente, que perdem 18 anos de expectativa de vida em relação aos tratados desde o início da infecção.
As mulheres têm expectativa de vida levemente mais elevada que os homens, talvez porque comecem o tratamento mais cedo.
"Estes avanços, dizem os autores do estudo, fizeram a infecção do HVI, doença mortal antes da chegada dos tratamentos combinados, uma doença crônica de longa duração".