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Excesso de ferro estaria ligado ao mal de Parkinson

France Press
31 dez 1969 às 21:33

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O excesso de ferro no organismo, que provoca a degeneração das células nervosas, estaria ligado ao mal de Parkinson, segundo um estudo de pesquisadores franceses publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os pesquisadores, dirigidos por Etienne Hirsch, aplicaram em ratos de laboratório uma toxina que provoca o Mal de Parkinson e concluíram que o número de transportadores DMT1, que importam o ferro nas células nervosas, foram duplicados nas cobaias, com amplo aumento da concentração de ferro nas células.

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Em seguida, aplicaram a mesma toxina em ratos com o DMT1 manipulado e as cobaias sofreram duas vezes menos Mal de Parkinson que as demais.


A análise do cérebro de pessoas com Mal de Parkinson falecidas já tinha revelado que os neurônios degenerados "continham uma concentração importante de ferro, muito superior à normal", assinalaram os pesquisadores.


Os cientistas lembram que o ferro "é indispensável para o bom funcionamento do organismo", mas que seu excesso destrói os lipídios e as proteínas e causa "a morte celular".


"Estes resultados são muito concludentes. Mostramos que inibir a atividade do transportador DMT1 protegeu os ratos contra a doença", destacou Etienne Hirsch.

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Segundo os pesquisadores, "limitar o excesso de ferro nos neurônios dopaminérgicos" pode proteger contra o Mal de Parkinson.


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