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Falta de substância no cérebro leva à obesidade

France Presse
31 dez 1969 às 21:33

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AFP/Jeff Haynes
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Uma substância química que tem um papel na memória de longa duração pode atuar também no mecanismo que regula o apetite, determinando as probabilidades de uma pessoa ficar obesa, segundo estudo dos Institutos Nacionais da Saúde (NIH).

A descoberta foi feita em uma pesquisa sobre uma anomalia genética rara responsável pela Síndrome de WAGR devido à ausência de dois genes denominados WT1 e PAX6.

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Mas alguns desses pacientes às vezes também carecem de uma parte ou da totalidade de uma cópia de outro gene vizinho dos dois primeiros, e que permite a produção da neurotrofina BDNF derivada do cérebro.


Experiências em animais de laboratório mostraram que esta substância contribui para controlar o apetite e o peso. Dessa forma, camundongos sem este gene teriam a tendência de comer excesivamente e ser obesos.


O estudo do NIH é o primeiro a mostrar que esta substância tem um papel similar importante nos humanos.

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"Esta descoberta pode levar ao desenvolvimento de novos medicamentos que controlam o apetite nos pacientes para os quais os tratamentos existentes são ineficazes", afirmou o doutor Duane Alexander, diretor do Instituto Nacional da Saúde da Criança e Desenvolvimento Humano (NICHD), que integra os NIH.


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