O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, quer discutir a volta da obrigatoriedade das aulas de Educação Física nas escolas públicas para conter a obesidade infantil. A retomada das aulas, avalia, deveria integrar um pacote de medidas para tentar fazer frente ao aumento de obesidade entre crianças e adolescentes brasileiras. "Não podemos deixar para depois essa discussão: é preciso adotar medidas para evitar o sedentarismo, para evitar o consumo excessivo de alimentos pouco saudáveis", avaliou. Entre as medidas urgentes, disse, está a criação de um código de ética para a veiculação de produtos alimentícios.
O Ministério da Saúde encomendou uma pesquisa ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) para avaliar o teor de gordura e de açúcares presentes em 24 produtos usados por crianças e adultos. O trabalho, que deverá ser concluído em breve, servirá como base para uma discussão com a indústria brasileira. "É preciso ver quais são os percentuais exagerados, o que precisa ser mudado, como isso pode ser feito", afirmou.
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Além da mudança no preparo de alimentos industrializados, Temporão avalia ser preciso ampliar campanhas de incentivo a dietas saudáveis. "Tais medidas, porém, não são suficientes. Daí a necessidade de ações nas escolas." Temporão observa que a disciplina de educação física, em alguns locais, foi flexibilizada.