Apesar da estabilidade nas taxa de mortalidade materna no país, o número de mortes de mulheres em decorrência de causas relacionadas à maternidade ainda é alto no Brasil.
As informações constam do estudo Saúde Brasil 2007 divulgado nesta quinta (6) pelo Ministério da Saúde. De acordo com o documento, problemas de saúde direta ou indiretamente ligados à maternidade ocupam o 8º lugar entre as causas de morte entre as mulheres em idade fértil.
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Entre as causas diretas estão a pré-eclâmpsia, a eclâmpsia, o trabalho de parto prematuro e a hemorragia, enquanto são consideradas causa indiretas as doenças que afetam a mulher e se complicam com a gestação, como por exemplo, a hipertensão.
"À medida em que você melhora a situação de saúde do país, deseja-se que aumentem as (causas) indiretas e diminuam as diretas. No Brasil, o nosso perfil ainda é de que a maioria, 64%, são causas diretas", explica o diretor do Departamento de Análises de Situação de Saúde do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio.
Ele ressalta que somados os abortos, mais de 70% das mortes maternas são por causas diretas, o que indica "um potencial grande de redução".
Em 2005, foram registradas 74,6 mortes a casa 100 mil nascidos vivos.
Libânio acredita que é necessário "melhorar a assistência pré-natal e a assistência ao parto", para identificar a gravidez de risco e o acompanhá-la. "Falta informação, faltam serviços que captem essas gestantes na sua região e às vezes falta qualidade da assistência", conclui o diretor.