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O medo intenso de perder o parceiro

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33

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Já faz dias que o Brasil acompanha a história de uma adolescente seqüestrada pelo ex-namorado, inconformado com o fim do namoro. Os familiares estão surpresos, pois definem o garoto como uma pessoa calma e tranqüila. Então, o que levou esse garoto a agir de maneira desesperada e inconseqüente por causa de um relacionamento que não deu certo? "Toda pessoa em sobrecarga ou necessidade de controle mal sucedido tem a capacidade de explodir. É quando as defesas falham e a pessoa começa a agir fora de padrão de equilíbrio. As pessoas mais fechadas escondem seu ponto de equilíbrio, assim como as suas melhores intenções", explica a psicóloga da Clínica Contato, Ana Lúcia Spengler Tuma.

Toda pessoa que ama tem medo de perder e sentir ciúme é algo saudável. Entretanto, quando o medo de perder é tão grande que a pessoa não consegue se ver sem o objeto de amor, o ciúme é patológico. "A intensidade e a forma de expressão do ciúme é que vão delimitar o normal do patológico. É bom lembrar que todas as pessoas necessitam de contato para se desenvolverem, porém, investir toda sua libido de forma que não exista vida sem esta pessoa, isto é doentil", afirma a psicóloga.

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Ciúme normal ou obsessão


Mas, como detectar o ciúme normal da obsessão? De acordo com Ana Tuma, quando você percebe que a pessoa tem um medo intenso de perder, e que começa a interferir na vida das pessoas envolvidas, causando desconforto e sofrimento, é necessário buscar ajuda. "Com o ciúme patológico, deve-se lembrar que está se lidando com alguém fora de seu equilíbrio. Deve-se procurar a melhor maneira de sugerir tratamento profissional, no qual a medicação é muitas vezes indicada", esclarece.


O ciúme patológico envolve muitos aspectos emocionais e a pessoa que sente ciúmes pode não conseguir perceber a gravidade dos seus atos. Quando ela não consegue se imaginar sem seu par, fantasias de que isso possa ocorrer levam a desconfiança - sintoma de alguém que se sente de alguma forma ameaçado. Existe uma relação direta entre a intensidade desses sentimentos e as conseqüências deles. E muitas vezes, o ódio acaba tornando-se outro lado do amor. "A falta de amor próprio pode gerar o ciúme. Odiar nesse sentido é estar acima da insegurança e do sentimento de inferioridade", ressalta a psicóloga.


Quando você é a vítima


Conhecer a si próprio e aprender a lidar com as perdas e ganhos da vida é o caminho para uma vida e relacionamentos saudáveis. Mas caso você seja a vítima do ciúme é importante manter a calma. "Em momentos muito agudos é importante agir o mais tranquilamente possível, de forma não desafiadora, uma vez que o outro pode não ter controle sobre seus atos. E, assim que possível, deve-se buscar a ajuda necessária", orienta a psicóloga Ana Tuma.

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As informações são da Expressa Comunicação.


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