Esqueça das dietas radicais ou dos hormônios de crescimento. Para ter vida longa, os pesquisadores recomendam que se passe mais tempo com os mais jovens, é o que diz um estudo em animais divulgado nesta segunda-feira (26), na Academia Nacional de Ciências (EUA).
O estudo foi feito com moscas de frutas e se baseia em investigações anteriores, segundo as quais a interação com membros mais jovens da espécie teria um papel no envelhecimento saudável, tanto em humanos quanto em animais.
Para o experimento, os pesquisadores criaram membros de uma espécie mutante de mosca, de vida curta. Alguns foram deixados sozinhos e outros, na companhia de outro grupo de moscas mais jovens, de espécie idêntica, mas que vive mais tempo.
Descobriu-se, então, que as moscas mutantes criadas junto com as mais jovens viveram o dobro das mutantes que conviveram com outras mutantes.
Outras experiências mostraram que as mutantes criadas com as mais jovens melhoraram suas respostas físicas e sobreviveram melhor ao estresse ambiental, em comparação com o outro grupo.
Os resultados mostram que a interação social com membros mais jovens da espécie confere benefícios fisiológicos, pelo menos para as moscas de fruta mutantes, disse o autor do estudo, Chun-Fang Wu, professor de Biologia da Universidade de Iowa.
Uma resposta para essa questão pode ter implicações para a saúde humana e, fundamentalmente, no conhecimento das doenças ligadas à idade, como o mal de Parkinson, Huntington, ou Alzheimer.