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Alerta

Pesquisa revela altos índices de lesões por HPV em jovens

Roberta Monteiro/Agência FioCruz
31 dez 1969 às 21:33
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O colo do útero é o segundo local mais comum de instalação do câncer entre as mulheres no mundo. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), ocorrem aproximadamente 510 mil novos casos anualmente da doença, com 250 mil óbitos por ano.

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Devido ao aumento no número de jovens infectadas pelo HPV, vírus que causa as lesões precursoras do câncer no colo do útero, a ginecologista Denise Monteiro, doutora em saúde da criança e da mulher pelo Instituto Fernandes Figueira (IFF), uma unidade da Fiocruz, sugere a inclusão das adolescentes sexualmente ativas no Programa de Controle do Câncer de Colo Uterino, visando à detecção precoce das lesões.

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Em seu estudo, realizado sob a orientação do Programa de Pós-Graduação do IFF, a médica mostra que, um ano após o início da vida sexual, quase uma em cada quatro delas já apresenta lesões causadas por HPV, alcançando 40% em cinco anos de vida sexual.

Para a pesquisadora, a saúde dos adolescentes é um desafio, já que há dificuldade em relação ao acesso a informações e serviços adequados para o atendimento das necessidades em saúde sexual e reprodutiva


Para estudar a incidência, o prognóstico e o tipo de lesões, a pesquisadora acompanhou 403 adolescentes durante cinco anos após o início da atividade sexual, das quais 147 apresentaram alterações citológicas. Neste período, a médica pode observar ainda a incidência de 24,1% de lesões cervicais no primeiro ano de atividade sexual e a redução nos quatro anos subseqüentes, com variação entre 3 e 8%, mostrando que a maioria das lesões, assim como em outras faixas de idade, regride com o tempo.

A pesquisadora explica que grande parte dos casos de infecção por HPV não causa sintomas. Entretanto, nos casos persistentes, pode levar ao desenvolvimento de lesões que antecedem o câncer do colo do útero. "Felizmente, confirmamos grande taxa de regressão dessas lesões, mesmo nos casos de lesões de alto grau, que alcançou 50%. No Brasil, estima-se que 3% das mulheres infectadas por um tipo viral oncogênico poderá desenvolver câncer de colo uterino quando não são adotadas medidas preventivas", destaca Denise.


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