Corpo & Mente

SBEM-PR alerta sobre riscos de nódulo da tireoide

26 mai 2017 às 15:04

Para chamar atenção para o Dia Internacional da Tireoide, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-PR) realizou atividades de conscientização. Seguindo as diretrizes da SBEM nacional, a campanha deste ano abordou o tema "Tenho um nódulo na tireoide. E agora?". A ideia é alertar a população para importância de acompanhar de perto a saúde glandular, por conta do aumento no diagnóstico dos casos de câncer na tireoide. Estudos populacionais revelam que, entre 4% e 7% das mulheres e 1% dos homens adultos apresentam nódulos palpáveis na tireoide.

Apesar de a maioria dos nódulos serem benignos, é importante o exame e acompanhamento com o médico especialista para descartar a malignidade. Atualmente a incidência de câncer não ultrapassa 24 casos para 100 mil habitantes, mas a frequência vem aumentando. De acordo com o último consenso, o câncer de tireoide é a 5ª neoplasia maligna mais frequente em mulheres e 17º mais prevalente nos homens.


Localizada na parte frontal do pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão, a tireoide é uma glândula que age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. As disfunções da glândula são diagnosticadas através de exame de sangue, com base em sintomas relatados pelo paciente. Já o autoexame pode orientar para a presença de nódulos que devem ser investigados pelo médico endocrinologista.


"O autoexame é importante para gente diagnosticar o nódulo da tireoide, que na maioria dos casos é uma doença benigna, mas em uma minoria corresponde ao câncer da tireoide. É importante que o paciente observe o pescoço, nessa região logo abaixo da área conhecida como pomo de adão nos homens, pra ver se tem alguma protuberância ou algum aumento e se perceber qualquer alteração, buscar ajuda médica para fazer uma investigação adequada", afirmou o endocrinologista Cleo Otaviano Mesa Junior, que integra a diretoria da SBEM-PR e médico do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital de Clínicas.


Este foi o caso da costureira Eliane da Silva, de 42 anos, que parou na tenda da SBEM-PR e foi examinada pelos endocrinologistas. Com sintomas que condizem com uma suspeita de hipertireodismo, ela também teve um nódulo identificado na tireoide. Ela foi encaminhada para Unidade de Saúde da região em que reside, com a orientação de que exames específicos sejam solicitados, para uma completa investigação do nódulo.


"Foi bom eu ter parado para receber essas orientações, porque eu vinha emagrecendo, com dor de garganta há algum tempo e por conta de crises de pânico, vinha recebendo acompanhamento psiquiátrico. Agora sei que preciso procurar um endocrinologista para fazer exame de sangue e também investigar se esse nódulo é benigno", relatou a costureira.

A aposentada Bernadete Toloczko, de 69 anos, também recebeu orientações dos médicos da SBEM-PR. Ela tem o diagnóstico de alterações na tireoide e, além da medicação, faz acompanhamento periódico. "Muito importante uma campanha como essa, porque tem gente que tem o problema e não sabe. Eu tomo a medicação regularmente e pra mim foi uma ótimo poder checar que não há nada errado com a minha tireoide", disse a aposentada.


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