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Narcolepsia

Sonolência diurna pode levar à morte

Redação Bonde
18 out 2011 às 15:33

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Reprodução
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A medida que corpo e mente manifestam sinais de cansaço após um exaustivo dia de atividades, o ideal é dormir, em média, oito horas por dia visando repor as energias para a realização de novas funções, organizar a memória e eliminar a sensação de fadiga corporal. No entanto, mesmo que a pessoa tenha dormido bem, pode estar sujeita à narcolepsia, caracterizada por ataques de sono diurnos e incontroláveis a qualquer momento e em situações inusitadas, como ao dirigir, durante uma reunião profissional ou até mesmo em pé dentro de um ônibus.

Para compreender as questões que envolvem essa inusitada doença, a neurologista e coordenadora do Departamento do Sono da Academia Brasileira de Neurologia, Rosa Hara, esclarece que a narcolepsia "é uma enfermidade degenerativa causada pela alteração de algumas células cerebrais responsáveis pelo sono REM (Movimento Rápido dos Olhos), na qual o indivíduo sofre ataques de sonolência diurna incontroláveis. Rara, a patologia registra um caso para 100 mil habitantes, porém, suas conseqüências são graves, podendo levar à morte", diz.

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Além do clássico sintoma do sono excessivo, o narcolépsico apresenta a cataplexia, caracterizada pela paralisia do sono (incapacidade de se mover, falar ou acordar quando está dormindo), associada à emoções intensas como sustos, risos ou surpresa. Alucinações e prédisposição genética também podem ser indícios da doença. Segundo a Dra. Rosa Hara, a narcolepsia acontece porque o portador salta a etapa do sono normal, e entra subitamente no sono REM.


O descontrole do sono é considerado grave pelos especialistas por conta das situações singulares em que o narcolépsico pode apresentar. Dirigir um veículo ou executar tarefas no ambiente de trabalho, são riscos de acidentes iminentes, já que o portador perde o controle tanto do sono quanto dos afazeres, colocando em risco sua vida e a dos demais que convivem no mesmo ambiente.


Tratamento


Diagnosticar um portador é uma tarefa complexa, realizada por meio do exame de polissonografia, revisão do histórico médico e os principais sintomas apresentados pelo paciente. Uma vez constatada a narcolepsia, o tratamento deve ser seguido ao longo da vida. Segundo o diretor do Instituto de Medicina e Sono de Campinas, Dr. J. Shigueo Yonekura, o acompanhamento inclui remédios que visam permitir ao paciente manter atividades cotidianas sem afetar sua vida pessoal.

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Embora incurável, os portadores precisam adotar uma série de cuidados para que os colapsos sejam menos freqüentes, a começar pela mudança no estilo de vida. Bebidas alcoólicas induzem o sono e, portanto, é necessário evitá-las. Assim, para facilitar o controle da sonolência, procure tirar cochilos programados, de 10 a 20 minutos por dia, e redobre os cuidados ao dirigir, pois, com o tratamento adequado e seguindo à risca as indicações médicas, os ataques tendem a ser mínimos e a vida novamente estabilizada (com saudeempautaonline).


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