Corpo & Mente

Transtorno bipolar pode levar à dependência química

02 out 2014 às 14:17

O transtorno afetivo bipolar e a dependência química são dificuldades que apresentam muitas dúvidas pertinentes.

Estudos comprovam que pacientes bipolares apresentam mais tendência à dependência, em vez de apenas o uso nocivo de substâncias.


A presença das situações que representa maior taxa de resistência ao tratamento e, além disso, pode ocorrer interação entre os medicamentos utilizados no tratamento do transtorno bipolar e na dependência química. Quanto antes é feito o diagnóstico de transtorno bipolar entre os usuários de álcool e vice-versa, menores são as complicações futuras para ambos os quadros.


Não se deve esquecer que os pacientes durante as fases de intoxicação e abstinência de álcool e outras substâncias psicoativas podem ter sintomas semelhantes ao quadro bipolar, e por isso um diagnóstico do transtorno bipolar depende de dados coletados com familiares e amigos.


O tratamento eficaz passa por conseguir superar diversas barreiras. Entre elas, está responder a pergunta: onde é melhor tratar esses pacientes? Afinal, em um local especializado para dependentes químicos os sintomas afetivos podem impedir a adesão ou inclusão no tratamento, e nos locais de saúde mental para não dependentes pode se exigir um período de abstinência que pode tornar inviável o tratamento nesses serviços.

Diante desse desafio de pacientes com comorbidade de transtorno bipolar e dependência química, alguns fatores podem fazer a diferença. A família e as outras pessoas envolvidas devem ajudar o paciente se manter no tratamento oferecido e principalmente evitar que o tratamento das duas situações não entrem em conflito.


As abordagens não-farmacológicas são necessárias para abordar os prejuízos que as situações possam acarretar, assim será estimulado controle da impulsividade e da dificuldade em se expressar nos relacionamentos sociais e interpessoais. Além disso, é fundamental que ocorra um esforço de todos envolvidos para que a psicoeducação seja algo efetivo na detecção dos sintomas iniciais de um novo episódio do transtorno bipolar.

(Com informações minhavida)


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