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Brasil se destaca nos índices contra a tuberculose

22 nov 2017 às 16:27

A tuberculose é uma doença infecciosa que afeta prioritariamente os pulmões e pode ser transmitida se o paciente não entrar em tratamento ou não realizá-lo de forma adequada. O principal sintoma da doença é a tosse persistente por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse quadro deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, atualmente, existam nove milhões de casos novos da doença no mundo.

O Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro disponibiliza gratuitamente o tratamento contra a tuberculose. O paciente deve permanecer por, no mínimo, seis meses utilizando os medicamentos. A doença é curável em praticamente 100% dos novos casos, desde que a pessoa seja sensível aos medicamentos antituberculose e que sejam obedecidos os princípios básicos da terapia medicamentosa, que associa a medicação adequada com doses corretas e seu uso por tempo suficiente.



Logo nas primeiras semanas de tratamento, o paciente se sente melhor, mas é fundamental continuar seguindo as indicações médicas mesmo após a melhora dos sintomas, até que se complete todo o tempo previsto para estar curado. O percentual de cura no tratamento da tuberculose no Brasil é de 72,5%.


O funcionário público Carlos Alberto Duarte, de 54 anos, foi diagnosticado com tuberculose pela primeira vez em 1992 e novamente em 2012, quando realizou o tratamento durante o período de seis meses. "O tratamento, nas duas vezes, não posso dizer tenha sido tranquilo, porque não é tranquilo tomar uma medicação assim durante tanto tempo. Mas foi tudo bem. Foi difícil, claro, mas a gente tem que fazer o tratamento, se adequar a ele, para de fato melhorar. E tem que ser persistente, porque a gente se sente bem logo em seguida, os sintomas passam muito rápido e a gente tem a sensação de que está tudo bem, mas é importante continuar, porque não está tudo bem", conta.

Pacientes com suspeita de tuberculose já contam com o teste rápido, que detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e identifica se há resistência ao antibiótico rifampicina, usado no tratamento. O recurso está disponível em 94 municípios, englobando todos os estados e o Distrito Federal.


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