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De Arapongas

Diagnosticada com câncer, dentista congela óvulos para realizar sonho de ser mãe

- iStock
Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
17 out 2019 às 10:53
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Receber o diagnóstico de câncer de mama é sempre um choque na vida de uma mulher, especialmente quando ela é jovem e ainda não se tornou mãe. Isso ocorre porque o tratamento de quimioterapia pode causar a infertilidade.

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Para driblar esse risco, muitas pacientes têm recorrido ao congelamento de óvulos. A técnica prevista na medicina reprodutiva já permite que essas pacientes tenham mais chances de realizarem o sonho de ser mãe, como a dentista Lorena Alexandrino.


A moradora de Arapongas foi diagnosticada com câncer em 2015, aos 25 anos. "Eu fiquei sem chão e com medo de não poder engravidar depois do tratamento. Naquele momento em pensava em tratar a doença, mas também em não abrir mão da maternidade. O congelamento de óvulos foi a melhor alternativa que eu e meu marido encontramos e também foi o que me deu ainda mais força para enfrentar o tratamento”, destacou Lorena, que fez o procedimento dez dias depois de saber sobre o câncer de mama.


A dentista encerrou o ciclo de sessões de quimioterapia em 2016. Desde então toma medicamentos que induzem a menopausa. "Meu tipo de câncer tem receptor hormonal positivo para estrogênio e progesterona. Então eu estou vivendo uma menopausa induzida, onde eu não posso menstruar, nem ovular e engravidar durante cinco anos”.


A dentista agora planeja sua aguardada gestação para daqui três anos. "Eu adoro criança e morro de vontade de ser mãe. É muito bom saber que meus óvulos estão lá me esperando, preservados. É um alívio saber que eu estou bem e que logo eu vou poder construir uma família com o meu marido”, conclui.

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Efeitos da quimioterapia - Com a ação da quimioterapia, que atua para eliminar o tumor, as células germinativas também são afetadas, conforme explica o médico especialista em reprodução humana, Vinícius Stawinski. "A reprodução assistida trabalha para que mulheres diagnosticadas com câncer possam realizar a preservação da fertilidade. Quando elas são submetidas aos tratamentos de quimioterapia, radioterapia e cirurgias, tudo isso pode gerar falência ovariana e assim elas tornam-se inférteis”, destacou o profissional, que atendeu Lorena e executou seu procedimento de congelamento.


Segundo o profissional, para muitas mulheres o diagnóstico de câncer é interpretado como uma sentença de morte. "A única preocupação naquele momento é a sobrevivência, mas tudo depende do estágio do câncer, da descoberta rápida, por isso a importância das campanhas de conscientização do Outubro Rosa. Com o devido tratamento, a mulher se recupera. Existe vida pós câncer, sendo possível, inclusive, gerar uma vida”, destacou o médico, que também congelou os óvulos da advogada Marcela Sayão, de 31 anos.


Poder de escolha - "O caso da Marcela é interessante porque ela já havia me procurado para fazer o procedimento antes mesmo de saber do câncer”, explicou. A consulta aconteceu uma semana antes de receber o diagnóstico.


"No meu caso esse tratamento veio muito a calhar, foi a união entre vontade e necessidade daquele momento” explicou a paciente, que identificou um nódulo no seio através do autoexame.


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"Eu sempre examinei meus seios por entender a importância disso e foi assim que descobri a doença bem no início. Fiz seis sessões de quimioterapia e deu tudo certo. Agora faço hormonioterapia, onde vou tomar alguns medicamentos por dez anos”, destacou Marcela.

Segundo ela, a decisão de fazer o congelamento dos óvulos sem nem saber sobre câncer se deu em função de ainda não sentir vontade de ser mãe. "Não penso em ter filhos tão cedo, então, por conta disso, eu quis preservar meu poder de decisão ou ao menos aumentar minhas chances, caso eu realmente queira ter uma gravidez no futuro. Esse procedimento me deixa muito mais tranquila para isso, especialmente após o tratamento do câncer”, conclui.


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