Pesquisar

Canais

Serviços

- Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade
Vacine-se!

Fiocruz aponta importância da dose de reforço para combater o novo coronavírus

Redação Bonde com Agência Brasil
08 abr 2022 às 18:47
Continua depois da publicidade

A dose de reforço da vacina contra o novo coronavírus aumenta a proteção e ainda ajuda na proteção contra as variantes Delta e Ômicron, conforme estudo conduzido pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Minas, divulgado nesta sexta-feira (8). A pesquisa aponta que a imunização é importante mesmo para quem já teve a infecção, já que confere uma imunidade superior àquela gerada apenas pela doença.

Continua depois da publicidade
PUBLICIDADE


No período de um ano, pesquisadores acompanharam um total de 1.587 pessoas para observar as reações à vacina. O foco era em quem tomou a primeira e a segunda dose de CoronaVac e a terceira, ou dose de reforço, da Pfizer.

Continua depois da publicidade


Nos resultados, os pesquisadores concluíram que, seis meses após a aplicação da segunda dose, o nível de anticorpos presentes no organismo cai. No entanto, com a dose de reforço, a proteção é restabelecida. As análises mostraram que a taxa de soropositividade passou de 98%, depois de 30 e 60 dias da aplicação da vacina, para 69%, no período que compreendeu de 91 a 180 dias após a imunização. No entanto, com a aplicação do reforço da Pfizer, os índices foram restabelecidos, chegando a 100% de soropositividade 15 dias após a aplicação.


Em relação à variante Ômicron, a pesquisa demonstrou que, 30 dias após a segunda dose, a CoronaVac gerou anticorpos neutralizantes em apenas 17% dos analisados. A porcentagem caiu para 10% 60 dias depois da segunda dose. Porém, com a dose de reforço da Pfizer, o número de amostras que apresentaram anticorpos neutralizantes contra a Ômicron foi a 77% dos pesquisados. No caso da variante Delta, as duas doses de CoronaVac foram efetivas e a proteção aumentou com a dose de reforço.


De acordo com a coordenadora da pesquisa, Rafaella Fortini, os dados são claros e mostram a importância da resposta gerada pela CoronaVac e como esta resposta imune se torna ainda mais forte e robusta quando a dose de reforço da Pfizer é introduzida.

Continua depois da publicidade


Redução dos casos


O estudo também mostrou uma redução de casos de Covid-19 entre os vacinados. Antes da imunização, entre os 1.587 participantes, um total de 247, ou seja, 15,6%, havia testado positivo e, desse número, 136, ou 8,6%, foram diagnosticados com Covid-19 longa. Após a vacinação, apenas 75 (4,7%) testaram positivo, dentre os quais somente 5 (0,3%) tiveram covid-19 longa.


Os participantes que tiveram Covid-19 antes de se vacinarem apresentaram índices de anticorpos superiores após tomarem a vacina, o que, conforme a pesquisa, mostra a importância da imunização mesmo entre aqueles que já tiveram a doença.


Quanto aos efeitos adversos, 325 pessoas tiveram alguma reação após a aplicação da CoronaVac e 391, da Pfizer. Nos pesquisados, a reação mais comum foi dor de cabeça e dor no local da injeção. Diarreia, corrimento nasal, febre, mialgia e prostração foram relatados.


Para Fortini, todos os participantes se recuperaram e nenhum evento adverso grave foi registrado. “Assim, reforçamos a segurança e a efetividade dessa combinação de duas doses de CoronaVac e uma dose de reforço com vacina da Pfizer, com a manutenção de uma resposta imune de anticorpos e de células efetiva contra o Sars-CoV-2. Vacinas que são importantes de serem mantidas pelo Programa Nacional de Imunizações”, afirma.


A pesquisa foi feita com trabalhadores do Hospital da Baleia e Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, ambos em Belo Horizonte (MG). Os participantes tinham idades de 18 a 90 anos -  média de 39 anos. A maioria, 76,1%, eram mulheres, e 28,8% relataram ter alguma comorbidade, como hipertensão, obesidade, asma e diabetes.

Continue lendo

Últimas notícias

Publicidade