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Saúde muscular

Saiba sobre os espasmos musculares que Céline Dion teve

Juliana Santos - Folhapress
29 nov 2021 às 16:15
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Os espasmos musculares, para algumas pessoas, podem ser apenas um tremor incômodo e repentino nas pálpebras que dura, no máximo, alguns minutos. Mas para outros, eles são constantes, dolorosos e até debilitantes, prejudicando, inclusive, a capacidade de andar. Esse último é o caso da cantora canadense Céline Dion, 53 anos, que, no início de novembro, precisou cancelar uma série de shows por causa de "espasmos graves e persistentes".

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Segundo comunicado da intérprete da famosa canção "My Heart Will Go On", os espasmos nas pernas e nos pés da cantora impossibilitam a artista de ir aos palcos. Uma fonte anônima chegou a informar à revista Here que o quadro de saúde seria grave a ponto de impedir Céline Dion de sair da cama ou de andar.

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Embora casos tão graves sejam raros, especialistas alertam que uma série de fatores bastante cotidianos podem contribuir para tal quadro.


"Espasmos musculares são contrações involuntárias de um músculo, geralmente rápidas e sem dor", descreve o ortopedista Nelson Astur. "Não necessariamente são causados por doenças, mas podem estar ligados a doenças neurológicas como esclerose, além de tumores e lesões na medula", afirma o médico.


Este fenômeno pode acometer qualquer músculo, como pálpebras ou panturrilhas. Em geral, os espasmos são inofensivos, mas tornam-se um problema quando ocorrem de forma persistente, ou quando causam dores, inchaço ou fraqueza.

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"Podem ser decorrências de diminuições nos níveis de magnésio, cálcio ou potássio no sangue", explica Astur, "ou de fatores emocionais, como o estresse, ansiedade, privação de sono."


O médico afirma que, em pacientes mais jovens, as causas ligadas ao estado emocional são mais comuns. Já nos mais velhos, são mais frequentes as ligações a doenças neurológicas e degenerativas.


Quando os espasmos continuam a surgir sem uma causa aparente, é necessário procurar ajuda profissional.


"Em caso de lesões neurológicas, os espasmos são mais dolorosos, podendo incapacitar mais o paciente", conta o fisiatra e médico do esporte Fabrício Buzatto. "Por exemplo, alguém com pouco movimento das pernas pode tentar sair do carro ou levantar da cama e cair quando um espasmo vem."


Outro fator é a fadiga extrema dos músculos, causada por esforço ou atividade física em excesso. No caso de Céline Dion, os ensaios constantes em um palco íngreme foram citados por sua irmã, Claudette, como sendo um agravante para o problema.


Tratamento pode ser feito em casa em alguns casos 


A boa notícia para quem sofre com espasmos é que, mesmo para casos graves há tratamento. E o primeiro passo é descobrir a origem do problema.


"Quando a condição não está associada a doenças mais graves, ela pode ser revertida com medicamentos e fisioterapia", diz o ortopedista Nelson Astur. "Medidas domiciliares já costumam resolver grande parte dos casos, com alongamentos, massagem ou aplicação de gelo e calor na região."


Além de checar os níveis de nutrientes no sangue e ter boas noites de sono, também é interessante evitar substâncias estimulantes que também podem proporcionar espasmos.


Cafeína, energéticos e cigarro, quando combinados com estresse, ansiedade ou sono ruim, sobrecarregam o corpo e podem tirá-lo de controle.


Espasmos musculares

Um espasmo acontece quando um músculo sofre uma contração fora do nosso controle, e volta a relaxar logo em seguida. Geralmente, acontecem várias vezes em sequência.


Espasmo X cãibra


Na cãibra, a contração dura mais tempo e o relaxamento demora a vir. Já no espasmo, o músculo relaxa logo em seguida.


Causas


- Desidratação: tomar pouca água significa privar as células de hidratação, o que contribui para os espasmos –ingerir no mínimo 1,5 litro por dia pode aliviar este efeito.


- Falta de nutrientes: baixos níveis de vitamina D e magnésio são causas comuns para espasmos e dores crônicas; a deficiência ou má direcionamento do cálcio dentro do corpo também são fatores importantes.


- Medicamentos: alguns antidepressivos, antipsicóticos, antieméticos (contra enjoos e vômito) e antivertiginosos (contra tontura, enxaquecas e náusea) têm espasmos como efeito colateral –consulte seu médico para saber se é seu caso. 


- Excesso de cafeína e outros estimulantes: cafés, cigarros, energéticos, termogênicos e outras substâncias podem sobrecarregar o organismo.


- Sono insuficiente ou de má qualidade: noites de sono muito curtas, agitadas ou interrompidas não permitem que o cérebro descanse.


- Estresse, ansiedade e pânico: a tensão e a carga emocional que acumulamos em nossas mentes também é refletida no corpo, sobrecarregando os músculos.


- Doenças e lesões: escleroses e outras doenças neurológicas; hérnias de disco, tumores e infecções que comprimam a coluna espinhal e problemas metabólicos que reduzam a concentração de nutrientes no corpo também provocam espasmos.


- Atividade física em excesso: espasmos podem ser sinal de que seu corpo não aguenta toda a carga e movimento que está fazendo –este limite é diferente para cada pessoa, e deve ser respeitado.


Complicações


Espasmos podem afetar todas as idades e acontecer em diversas situações, mas requerem atenção em alguns casos.


- Idosos podem vivenciar mais espasmos com o avanço de doenças degenerativas ou neurológica.


- Frequência excessiva pode torná-los muito dolorosos e prejudicar a coordenação motora e a capacidade de andar.


-  Espasmos persistentes também podem causar inchaço, vermelhidão ou fraqueza nos músculos, e devem ser investigados por um médico.


Tratamentos


- Alongamentos, massagens, aplicação de bolsas térmicas e fisioterapia podem ajudar na reabilitação.


- Medicamentos que promovam o relaxamento muscular ou suplementos para o déficit de nutrientes podem reduzir o problema.


- Em casos mais graves, aplicações de botox e eletrodos ajudam a controlar o sistema nervoso e, assim, os espasmos 


Fontes: Nelson Astur, ortopedista e cirurgião de coluna do Instituto Cohen e Hospital Israelita Albert Einstein, Fabrício Buzatto, médico fisiatra da SBMEE (Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte)

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