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TCE reduz valor a ser devolvido pela Sociedade Brasileira de Patologia

Redação Bonde com TCE-PR
25 jul 2016 às 19:34

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O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) acatou recurso da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) contra o acórdão nº 3625/10 da Primeira Câmara, que julgou irregulares as contas do convênio de 2005 entre a entidade e a Secretária de Estado da Saúde.

A decisão pela irregularidade da transferência voluntária foi mantida, mas o valor a ser devolvido solidariamente pela SBP e pelo então presidente da entidade, Luiz Martins Collaço, foi reduzido de R$ 748.536,45 para R$ 51.020,00.


O objetivo do convênio foi a implantação de programa de prevenção e controle de câncer ginecológico, do colo de útero e de mama. Os motivos para a desaprovação, na decisão original, haviam sido os pagamentos efetuados à Associação Paranaense de Patologia (APP) e à empresa Qualidade e Patologia Ltda.; a falta de conta específica do convênio e de aplicação financeira; e a ausência de unidade gestora da transferência.


Por meio do recurso, ficou comprovado que o saldo final do convênio era de R$ 2.309,19. Esse valor, somado ao montante que deixou de ser auferido por ausência de aplicação financeira – R$ 13.476,11 –, totaliza R$ 15.785,30 que deveriam ser devolvidos. No entanto, a recorrente comprovou ter efetuado a devolução integral desse valor, ainda em 2009. Também foram juntados aos autos comprovantes de pagamentos de despesas com serviços de informática; honorários contábeis e jurídicos; salários e viagens de membros da APP.


Ao fundamentar o seu voto, o relator do processo, conselheiro Nestor Baptista, considerou sanada a irregularidade referente à falta de aplicação financeira, pois o valor que seria auferido já foi devolvido pela entidade. Ele também concordou com a comprovação da maioria das despesas, mas manteve a determinação de devolução de R$ 31.980,00 pagos por aluguel em entidade subcontratada pela SBP e de R$ 19.040,00 relativos a honorários contábeis que não estavam previstos no plano de trabalho.


O relator converteu em ressalva a falta de unidade gestora de transferência, pois foi comprovada a existência de um fiscal próprio para o acompanhamento da parceria. Ele considerou regulares as despesas a favor da empresa Qualidade em Patologia, pois a sua contratação gerou resultados expressivos, com significativa melhoria no índice de incidência do câncer invasivo do útero na população feminina paranaense.

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Na sessão de 23 de junho, os membros do Tribunal Pleno acompanharam, por unanimidade, o voto do relator pelo provimento parcial do recurso. O Acórdão nº 2824/16 - Tribunal Pleno, com a decisão, foi publicado em 4 de julho, na edição 1.392 do Diário Eletrônico do Tribunal de Contas (DETC).


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