02/07/20
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Contra febre amarela

UBSs da área rural abrem neste sábado para vacinação contra febre amarela

Em uma iniciativa inédita para prevenir a ocorrência de casos de febre amarela na cidade, a Prefeitura de Londrina promove, neste sábado (3), uma ação intensiva de vacinação contra a doença, exclusiva para moradores da zona rural. A medida será voltada a essa comunidade, pois as áreas consideradas de maior risco para contágio de febre amarela silvestre são os locais de matas, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio rural. Dessa forma, 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) localizadas nos distritos e patrimônios rurais de Londrina estarão abertas, das 8h às 17h, para atendimento exclusivo de vacinação de febre amarela.

Arquivo/Agência Brasil
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O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, acrescentou que, além do atendimento presencial nestas UBSs, 15 equipes da Secretaria Municipal de Saúde vão percorrer as comunidades rurais para atender os moradores. "Essa é uma ação inédita da Prefeitura, haja vista que temos observado sinais preocupantes em relação à febre amarela. De forma cautelar, o prefeito Marcelo Belinati determinou que a Secretaria Municipal de Saúde realizasse essa ação descentralizada, na zona rural. Então, neste sábado (3), 11 UBSs estarão abertas para vacinar a população e, mais do que isso, será feita a vacinação nos sítios e propriedades de toda a zona rural. Nossas equipes irão até esses locais, mais afastados, com dificuldades de acesso até as UBSs, para fazer essa vacinação e, consequentemente, proteger toda a população que reside na área rural da cidade", detalhou.

As doses serão fornecidas a toda população com idade igual ou superior a 9 meses, que não possuam o comprovante de vacinação e nenhuma contraindicação para receber a vacina. Caso as condições climáticas neste sábado não permitam a visita das equipes da Saúde, as vacinações serão realizadas em outra data.

As UBSs que estarão abertas sábado (3), das 8h às 17h, são as seguintes: Guairacá, Guaravera, Irerê, Lerrovile, Maravilha, Paiquerê, Patrimônio Regina, São Luiz, Patrimônio Selva, Três Bocas e Warta.

A UBS de Taquaruna estará aberta das 15h às 16h, pois durante todo o dia a equipe fará visitas nas propriedades rurais. Além das UBS da zona rural, a UBS Cafezal também participará desta ação com visitas aos moradores, pois sua área de abrangência inclui quantidade considerável de chácaras.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde do Município, Sônia Fernandes, o vírus da febre amarela já foi isolado, ou seja, identificado em Tibagi, em macacos, o que indica a circulação do vírus nesta região. "De acordo com pesquisadores, a próxima cidade em que deve ser isolado o vírus da febre amarela é Londrina. Isso deve ocorrer por conta dos corredores ecológicos que existem na região, que propiciam a migração dos animais silvestres contaminados. Diante desta possibilidade, os moradores da zona rural têm uma probabilidade maior de entrar em contato com os animais infectados, o que nos levou a iniciar esse cinturão de imunização por essa comunidade. E, futuramente, essa ação deve ser levada também para a comunidade da área urbana", explicou.

Números – Embora em Londrina não haja nenhum caso positivo de paciente com febre amarela, o vírus está presente no estado desde o início deste ano. No período de 1º de julho de 2018 a 30 de julho de 2019, o Paraná registrou 17 casos da doença, com 480 notificações, sendo que dentre os casos confirmados houve um óbito, ocorrido em março, no município de Morretes.

Sobre a doença – A febre amarela é uma doença infecciosa causada por vírus, e é transmitida somente pela picada de mosquitos contaminados. Esses insetos que transmitem a forma silvestre da doença são encontrados em áreas silvestres e de mata. Já a febre amarela urbana, que teve seu último registro no país em 1942, pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito transmissor da dengue.

Os sintomas podem surgir, geralmente, de 3 a 6 dias após a picada, mas esse período pode se estender até 15 dias. O quadro de sintomas da febre amarela incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça, dor nas costas, dor no corpo, náuseas, vômitos e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais. Porém, cerca de 15% dos casos apresenta um breve período de melhora, seguido de uma nova fase, com uma versão mais grave da doença.

Como o diagnóstico inclui a confirmação em exames laboratoriais, é preciso que o paciente com suspeita de febre amarela procure atendimento médico nas unidades de saúde. A automedicação pode agravar o quadro, já que determinados medicamentos aumentam o risco de sangramentos.

Atualmente, a melhor forma de prevenir a febre amarela é por meio da vacinação, disponível em todas as UBSs. Apenas uma dose é suficiente para proteger contra a doença, e os efeitos colaterais que ela provoca são considerados leves. Outra recomendação para evitar o contágio é o uso de proteção individual, como roupas de mangas compridas, repelentes e mosqueteiros.
Redação Bonde com N.Com
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