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Obesidade infantil também é um problema familiar

Marcela Rocha Mendes - Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33

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Diego Singh
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O tratamento da obesidade infanto-juvenil deve, necessariamente, envolver a família do paciente. Quem chegou a essa conclusão foi o médico endocrinologista Fabiano Lago, que desenvolveu o programa ''Estância Jovem - De Bem com a Saúde'' na Estância do Lago Spa e Clínica, em Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba).

Focada na reeducação alimentar e orientação com relação a atividades físicas, a programação inclui avaliação, consulta com profissionais de diversas áreas e palestras sobre temas voltados para esse público. O programa é individual, adaptado para cada perfil e pode durar de uma semana a um mês, dependendo da disponibilidade e gravidade do caso de cada paciente.

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De acordo com Lago, a necessidade de criar o programa surgiu ao perceber que os 20 minutos de uma consulta não eram suficientes para abordar todos os aspectos que envolvem a obesidade infanto-juvenil. ''Também não adianta orientar somente o paciente. Os pais precisam ser incentivados a mudar os hábitos alimentares e de atividades físicas'', explica.


Segundo a nutricionista do programa, Thais De Brito, a participação da mãe é primordial para o sucesso da reeducação alimentar. ''Principalmente a criança é muito dependente da mãe, que é quem traz tudo para dentro de casa. Na família, se um dos filhos precisa fazer restrição de calorias, todos têm que colaborar'', explica.


Após a avaliação inicial, o paciente pode ser encaminhado para um psicólogo ou psiquiatra, para um fisioterapeuta ou mesmo um cardiologista. Com seis meses desde a sua implantação, o endocrinogista diz que o programa vem obtendo sucesso a curto prazo. Mesmo o acompanhante, geralmente um dos pais ou avós do paciente, acaba saindo do spa com alguns quilos a menos.


De acordo com Thais, com crianças e adolescentes não pode haver radicalismos. ''Se ele tem uma alimentação muito equivocada, não dá para exigir logo no começo uma grande mudança. Mas as regras de uma boa nutrição são as mesmas para adultos''. Durante o período no spa, os hóspedes são submetidos a uma dieta de 800 a 1.200 calorias, de acordo com o biotipo e a idade.


Na clínica não entram guloseimas. Mas, na volta para casa, Thais diz que não pode proibir. ''Uma gelatina, fruta ou até um biscoito mais simples pode dar. É bom procurar uma opção pouco calórica e com nutrientes''. Além de reforçado na salada, o cardápio preparado por ela é abundante em cálcio, primordial na fase de crescimento para fortalecer ossos e dentes.


Para Lago, a importância de tratar o problema do excesso de peso nessa fase se dá porque é nela que a estrutura corporal é formada. ''Quando a criança engorda, o número de células de gordura se multiplica. Se o jovem forma uma estrutura corporal magra, ele terá, basicamente, essa estrutura para o resto da vida. O mesmo vale para o gordo'', explica.


Não há uma idade mínima ou máxima para participar do programa. A avaliação inicial leva em consideração também a idade, o biotipo, o tipo de atividade física diária já praticada, os hábitos (alimentares e diversos) e o ambiente familiar.

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Serviço:
Estância do Lago Spa e Clínica,
R. Pedro Teixeira Alves, 930
Almirante Tamandaré
(41) 3525-0000


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